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FGV: confiança do consumidor cai entre mais ricos

A turbulência no mercado financeiro, aliada ao desastre do vôo 3054 da TAM, derrubaram o humor do consumidor de maior poder aquisitivo. Segundo informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), que subiu 1% em agosto ante julho, teve queda de 3,3% entre os consumidores mais ricos, com renda familiar acima de R$ 9.600, no mesmo período. Na análise do indicador por faixas de renda, foi a única queda de confiança registrada em agosto, entre as quatro pesquisadas pela FGV para cálculo do índice - as outras três apresentaram resultado positivo. Segundo a fundação, essa queda na confiança foi mais intensa em São Paulo - cujo ICC caiu 0,5% em agosto, com taxa negativa de 6,4% na confiança dos consumidores paulistanos com faixa de renda familiar acima de R$ 9.600.Ao detalhar as causas desse cenário, o coordenador de Sondagens Conjunturais do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, Aluisio Campelo, considerou que a população com renda mais abastada, normalmente, é a que tem maior número de aplicações no mercado financeiro, que foi o setor mais atingido pela crise originada do mercado hipotecário nos Estados Unidos. Ele lembrou que o período de coleta de informações para cálculo do ICC, que foi de 2 a 20 de agosto, abrangeu a semana passada - o período mais crítico da crise nos mercados internacionais. "A turbulência no mercado financeiro causou incerteza. Notamos ainda que essa turbulência impediu que a confiança do consumidor (em agosto) avançasse mais", afirmou.São PauloNo caso de São Paulo, Campelo observou que a capital é o centro nevrálgico da economia do País, e que é a localidade onde existe maior número de pessoas trabalhando no mercado financeiro. Além disso, o consumidor de São Paulo teve que lidar, de forma mais direta do que o resto do País, com o desastre do avião da TAM ocorrido no aeroporto de Congonhas (SP). "Esse tipo de desastre afeta muito o humor do consumidor", disse, lembrando que, durante a passagem do furacão Katrina nos Estados Unidos, a confiança do consumidor naquele País despencou.

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