FGV: confiança recua no setor de serviços de informação

O Índice de Confiança dos Serviços (ICS), divulgado nesta quarta-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), revelou a frustração do setor com o quarto trimestre do ano, sobretudo no segmento de serviços de informações - formado por empresas das áreas de telecomunicações, atividades de informática e audiovisuais. A confiança do grupo de serviços de informações desacelerou de 4,4% em setembro para 1,6% neste mês, influenciando a desaceleração também do índice geral. O ICS passou de 2,9% em setembro para 0,5% em outubro.

FERNANDA NUNES, Agencia Estado

31 Outubro 2012 | 13h09

Ainda assim, a análise do economista da FGV responsável pela pesquisa, Silvio Sales, é que há sinais de melhora, já que o Índice de Expectativas (IE) avançou 3,3%, o que demonstra que os empresários do setor acreditam que a economia irá se recuperar nos próximos seis meses. O IE, junto com o Índice de Situação Atual (ISA), compõe a Sondagem de Serviços da FGV.

Ao longo de todo o ano de 2012, foram as expectativas com a promessa de que as vendas iriam melhorar nos meses seguintes que sustentaram a confiança do setor de serviços, frente a um quadro não tão otimista quanto ao presente. Cenário semelhante ocorreu neste mês. O ISA caiu 3,3%, após ter avançado 0,2% em setembro.

Entre os segmentos que apresentaram respostas mais positivas à sondagem, na contramão do grupo de serviços de informações, destacou-se o segmento de serviços prestados às empresas, cujo índice de confiança passou de -0,2% para 2,3%, na margem. "Este segmento tem a capacidade de sinalizar o movimento da atividade de outros setores, como o industrial. A resposta positiva nos serviços prestados às empresas sugere, portanto, que há uma discreta melhora no quadro econômico e projeto um crescimento no futuro", avaliou Sales.

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