FGV descarta inflação por conta de capacidade instalada da indústria

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) descarta pressões inflacionárias neste início de ano por conta do atual elevado nível de utilização da capacidade instalada da indústria. Durante a divulgação da Sondagem Conjuntural da Indústria de janeiro, o responsável pela pesquisa, Aloísio Campelo, lembrou que diminuiu a parcela de empresários que esperam elevar seus preços no trimestre de 39% para 34% entre outubro do ano passado e janeiro deste ano.Segundo ele, o setor passa por um período de acomodação e, por isso, não existe a ameaça de uma inflação de demanda no país. O segmento mais preocupante é o de bens de capital. Além do nível de atividade do ramo ter crescido, também aumentou o número de empresários que esperam elevar seus preços neste trimestre. O percentual pulou de 29% em outubro para 39% em janeiro.Entretanto, Campelo lembrou que esse setor vem investindo muito, o que deve minimizar essa pressão no médio prazo. Já os bens intermediários, que influenciaram no ano passado, mostraram um arrefecimento. O número de empresários que projeta reajustes despencou de 51% para 37% no período. Outro destaque foi o percentual que espera queda nos preços, que subiu de 9% para 12% entre outubro e janeiro.

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