FGV estuda criar novos índices de inflação por renda

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) pretende criar novos índices que medirão a inflação do varejo em camadas específicas de rendimento. A informação é do vice-diretor do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), Vagner Ardeo. Ele fez o comentário durante o lançamento, hoje, do Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), calculado com base nas despesas de consumo das famílias com renda de 1 a 2,5 salários mínimos (R$ 415 a R$ 1.037)."Ao longo do tempo, pretendemos fazer índices que cubram especificamente grupos por renda familiar", disse. Ou seja: o economista não descarta que a FGV possa criar indicadores que possam medir a inflação no varejo percebida apenas por camadas mais altas de poder aquisitivo, ou de classe média, por exemplo.Quando questionado sobre a semelhança entre o IPC-C1 e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo IBGE e que mede a inflação entre famílias de menor renda, Ardeo destacou que o índice da FGV abrange famílias com renda entre 1 e 2,5 salários mínimos - enquanto o INPC abrange famílias com renda entre 1 e 6 salários mínimos. "Temos, então, uma abrangência para famílias com renda bem pequena mesmo", afirmou.O novo índice de inflação da FGV para baixa renda demandou pesquisas nos últimos dois anos para ser criado. A série histórica do IPC-C1 se inicia em 2004, visto que o novo indicador leva em conta as ponderações e estrutura da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) mais recente - que é referente ao período de 2002-2003.

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