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FGV: expectativa sobre economia é maior desde 2007

As expectativas do consumidor brasileiro quanto aos rumos futuros da economia brasileira podem ter registrado, em outubro, o melhor nível em quase dois anos. Segundo o coordenador do Núcleo de Pesquisas e Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Aloisio Campelo, ao analisar um dos cinco tópicos componentes do Índice de Confiança do Consumidor (ICC), é possível perceber que as expectativas para os próximos seis meses sobre a situação da economia local atingiram nível elevado, de 120,8 pontos (em uma escala de 0 a 200 pontos), sendo apenas levemente inferior ao apurado em dezembro de 2007 (122,2 pontos).

ALESSANDRA SARAIVA, Agencia Estado

23 de outubro de 2009 | 14h31

O otimismo entre os consumidores do Rio de Janeiro e de São Paulo impulsionou o bom resultado de outubro. Na capital fluminense, o ICC subiu 2,4% em outubro, após cair 2,3% em setembro. Aloisio Campelo não acredita que o desempenho possa ter sido influenciado pela escolha do Rio de Janeiro como cidade sede das Olimpíadas de 2016. "Não temos como comprovar isso", afirmou.

Já o ICC em São Paulo avançou 3%, a oitava alta consecutiva, após subir 0,9% em setembro. "O indicador de confiança em São Paulo atingiu 115 pontos, o segundo maior nível da série iniciada em 2005 (perdendo apenas para março de 2008, quando atingiu 115,3 pontos)". O patamar de confiança do consumidor brasileiro se posicionou em outubro acima dos níveis mostrados pela Argentina, Estados Unidos e Europa. Para Campelo, a confiança brasileira está retomando níveis pré-crise. "Estamos com o mesmo grau de confiança que estávamos antes da crise, o que não acontece com outros países", disse.

Um dos aspectos apontados por Campelo foi a melhora na avaliação do consumidor sobre o mercado de trabalho. Embora este tópico não faça parte do cálculo do ICC, o economista disse que, na sondagem das expectativas do consumidor, o otimismo quanto ao sucesso na busca por emprego registrou o maior nível da série, também iniciada em 2005. "Isso ajuda a melhorar o otimismo do consumidor quanto à economia", comentou.

Embora o ICC de outubro no País, com 113,6 pontos (em uma escala de 0 a 200 pontos), tenha apresentado o maior patamar desde maio do ano passado (115,7 pontos), ainda é uma incógnita quando o indicador vai voltar atingir o nível mais alto da série, registrado em março de 2008 (119,2 pontos). Para Campelo, não é impossível que, com a continuidade do otimismo do brasileiro quanto aos rumos futuros da economia, o ICC possa alcançar o maior nível da série no ano que vem.

Na análise por faixas de renda, todas as quatro pesquisadas pela FGV apresentaram aumento no Índice de Confiança do Consumidor (ICC), com destaque para as famílias mais pobres, com ganhos mensais até R$ 2.100 e que tiveram alta de 5,5% no ICC em outubro ante setembro - bem acima da média nacional e superior à taxa mostrada no mês passado para essa faixa de renda, quando o índice caiu 3,8% ante mês anterior.

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