FGV: feijão teve a maior alta de preços no IGP-10 no ano

O feijão foi o produto que deteve a mais intensa elevação de preços em 2007, tanto no atacado quanto no varejo, no âmbito do Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10). A informação é do coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros. De acordo com ele, o feijão carioquinha subiu 83,4% em 2007 no varejo; no atacado, o feijão avançou 165,45% no ano. As duas taxas de variação foram as mais intensas, e ocupam a primeira posição na lista dos cinco produtos que mais subiram de preço, no atacado e no varejo. Todos os cinco são originados dos setores de agropecuária e de alimentação.Em segundo lugar no varejo veio a elevação de preços da batata-inglesa (73,81%); seguida por aumentos nos preços de cebola (63,37%); vagem comum (49,19%); e leite em pó (39,59%). No atacado, o segundo lugar é ocupado pela alta do preço do chuchu (102,24%); seguida por aumentos nos preços de batata-inglesa (89,94%); alface (85,38%); e cebola (69,83%). Milho e bovinosOs aumentos constantes de preços de bovinos e de milho no atacado estão entre os destaques da inflação do setor agropecuário em 2007, no âmbito do IGP-10. A informação é do coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros.No caso dos bovinos, a carne bovina frigorificada traseira subiu 27,98% no ano, no setor atacadista; e a carne bovina frigorificada dianteira teve alta de 21,31% em 2007. Esse cenário impactou também o preço do item no varejo: a carne bovina subiu 16,22% junto ao consumidor no ano.No caso do milho, citado pelo economista como o "vilão dos vilões" entre as elevações de preços dos grãos no atacado, o produto fechou o ano com elevação de 50,19%. O economista lembrou que a demanda pelo produto segue forte, tanto no mercado interno como no internacional, devido à possibilidade de usar o item como matéria-prima para fabricar etanol.

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