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FGV: há chance de IGP-M fechar agosto em deflação

Há uma "boa chance" de o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de agosto fechar o mês em deflação, afirmou hoje o coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros. Ele fez a observação após comentar sobre a queda de 0,12% apurada na segunda prévia do índice, anunciada hoje pela FGV.Mas o economista não considera que, caso o índice realmente registre taxa negativa em seu resultado total de agosto, isso represente o início de um ciclo de deflações nos Índices Gerais de Preços (IGPs). Ele explicou que as taxas baixas e até mesmo negativas registradas pelos IGPs nas últimas divulgações da FGV indicam uma espécie de "ajuste" nos preços dos produtos agrícolas, que subiram muito de preço, devido a uma forte demanda e uma oferta reduzida. "Não estamos vivendo um cenário de deflação. Não é o caso", disse. "O que está ocorrendo agora é que os preços dos produtos agropecuários estão procurando um nível de equilíbrio", afirmou.Quadros observou que muitos itens importantes no setor industrial atacadista continuam com aumentos de preços, principalmente os relacionados à cadeia siderúrgica. Além disso, o comportamento nos preços das matérias-primas (commodities) agrícolas, com grande peso na formação da inflação atacadista, não deve continuar a registrar taxas negativas por muito tempo. "Na margem, podemos ver que os preços de trigo, milho e soja estão voltando a subir", disse.Entretanto, ele comentou que, com taxas mensais reduzidas ou até mesmo em queda, a taxa acumulada em 12 meses do IGP-M deve diminuir de patamar. Atualmente, até a segunda prévia de agosto, o resultado acumulado do indicador está em 13,87% - sendo que, na primeira prévia de agosto, essa taxa acumulada era de 13,99%. AtacadoA forte deflação nos preços das matérias-primas brutas no atacado, de 3,80%, foi um dos principais fatores que levaram à deflação de 0,12% na segunda prévia do IGP-M de agosto, afirmou o coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV). De acordo com Quadros, assim como ocorreu no Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) de agosto, no setor de matérias-primas brutas houve quedas expressivas nos preços soja (-11,23%); milho (-8,93%) e trigo (-13,26%) e também em itens agrícolas importantes, como tomate (-22,92%). Porém, o setor agropecuário foi o mais influente para a queda de preços mensurada na segunda prévia do índice de agosto. "No setor agropecuário no atacado, podemos dizer que houve um cenário de quedas e desacelerações de preços generalizadas", afirmou o economista.Já a desaceleração de preços no setor industrial no atacado não está ocorrendo de forma tão rápida e abrangente quanto à registrada pelo setor agropecuário, no âmbito atacadista. De acordo com Quadros, enquanto no setor agropecuário é completamente visível a grande quantidade de quedas e taxas de inflação mais fracas, no setor industrial ainda é possível encontrar muitos itens com alta de preços, e até mesmo em aceleração. Entre os citados, estão itens do setor siderúrgico e o farelo de soja (6,24%).

ALESSANDRA SARAIVA, Agencia Estado

20 de agosto de 2008 | 13h02

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