Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

FGV: Confiança na indústria volta a crescer após 8 meses de queda

De acordo com a Fundação Getúlio Vargas, ICI cresceu 2,4 pontos em abril e atingiu 97,4 pontos

Guilherme Bianchini, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2022 | 13h16

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) cresceu 2,4 pontos em abril, após oito meses seguidos de contração, de acordo com dados da Fundação Getulio Vargas (FGV), informados na quarta-feira, 27. Com o resultado, o índice atingiu 97,4 pontos, ainda abaixo do patamar de janeiro (98,4).

O avanço em abril foi puxado tanto pela avaliação do presente quanto pelas perspectivas do setor. O Índice de Situação Atual (ISA) subiu 1,4 ponto, para 98,4 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) teve alta de 3,2 pontos, para 96,0 pontos.

“Influenciada pela redução dos problemas com o fornecimento de insumos e pelas passagens do surto da variante da Ômicron e do momento de maior pessimismo com os potenciais impactos da guerra Rússia-Ucrânia, a alta da confiança industrial em abril pode ser interpretada como um movimento no sentido da normalização das atividades no setor", diz o economista do Ibre/FGV Aloisio Campelo Jr., em nota.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI), por sua vez, recuou 0,4 ponto porcentual, a 79,8%.

Nas aberturas do ISA, o melhor desempenho se deu no indicador de situação atual dos negócios, que avançou 6,8 pontos, para 98,6 pontos. Já a demanda total subiu 5,8 pontos, para 100,3, após perda acumulada de 17,4 pontos nos nove meses anteriores. Na direção contrária, o indicador de nível dos estoques contraiu 8,4 pontos, para 96,1.

Entre os componentes do IE, a produção prevista para os três meses seguintes cresceu 4,8 pontos, para 95,1 pontos. O indicador de tendência dos negócios para os próximos seis meses subiu 4,2 pontos, para 92,8, depois de recuar 16,8 pontos nos oito meses anteriores.

"Os indicadores relacionados ao momento presente caminham para níveis de neutralidade e as expectativas tornaram-se menos pessimistas, com destaque para as avaliações favoráveis em relação à demanda externa”, acrescenta Campelo Jr.

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