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FGV: IDH vai piorar com alta da energia

O preço médio da eletricidade no Brasil terá aumento de 20,3% até 2015. O setor industrial terá de absorver reajuste ainda maior: 34,5%. A situação afetará o desempenho da economia brasileira e comprometerá o índice de desenvolvimento humano no País. Esta é a principal conclusão do estudo "Efeitos do Preço da Energia no Desenvolvimento Econômico" feito pela FGV Projetos e obtido com exclusividade pelo jornal O Estado de S. Paulo.O estudo faz parte do Projeto Energia Competitiva e será apresentado no dia próximo dia 30, em Brasília. O cenário reflete a escassez de projetos hidrelétricos, a expansão da matriz térmica (de fontes mais caras) e vencimento dos contratos de energia velha a partir de 2012 (aquela de usinas já construídas). O trabalho de 19 páginas traz projeções de crescimento econômico e de consumo de energia elétrica no Brasil e no mundo até 2015, além das estimativas de aumento dos custos.O resultado é preocupante. A elevação dos preços compromete o índice desenvolvimento humano do País, que seria ultrapassado por, pelo menos, quatro importantes nações: China, Tailândia, Turquia e Irã. O professor Fernando Garcia explica que o primeiro efeito dessa escalada pode ser verificado no preço das mercadorias. Num primeiro momento, diz ele, o choque de preços da energia afetaria apenas o setor industrial. Em seguida, esse aumento de custo seria repassado para o consumidor final. O encarecimento dos produtos internos também afeta a competitividade do País no exterior e, portanto, as exportações. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE, Agencia Estado

22 de outubro de 2007 | 09h22

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