FGV: IGP-DI é o maior para um mês de maio desde 1994

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) em maio, de 1,88%, foi a maior para um mês de maio desde o Plano Real, em 1994. A informação é do coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros. "Mas essa elevação foi um salto, não deve continuar assim", disse, explicando que houve muitas elevações de preços pontuais, que não devem se sustentar nos próximos meses.De acordo com ele, a elevação de preços no mês passado foi influenciada por acelerações na inflação no atacado, no varejo e na construção civil. Porém, assim como em meses anteriores, a aceleração nos preços mais intensa no setor atacadista (de 1,30% em abril para 2,22% em maio) foi a principal contribuição para a taxa maior do indicador.Quadros explicou que o segmento de matérias-primas brutas foi determinante para a aceleração de preços do atacado. A inflação nesse segmento passou de 1,90% para 2,96%, de abril para maio. Isso porque houve fortes altas nos preços de arroz em casca (15,98%) e minério de ferro (11,38%). "Esses produtos não devem continuar a subir nesse patamar em junho. O arroz em casca já dá mostras de elevação menos forte em maio", afirmou Quadros, observando que esse item estava com alta de 27,78% em abril. Já no caso do minério de ferro, Quadros comentou que essa elevação é originada dos reajustes de preço promovidos pela Vale nesse item, este ano. Mas a maior parte do impacto desse aumento já foi absorvida pelo índice.Outro fator que contribuiu para a taxa maior do indicador, fora do âmbito das matérias-primas brutas, foi a disparada no preço do óleo diesel (de 0,67% para 7,19%), influenciado pelo reajuste no preço desse produto promovido pela Petrobras. "Mas é improvável que a Petrobras promova reajustes mensais no preço do produto", disse, afirmando que a taxa de elevação do item deve ser menor no próximo mês.

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