FGV: IGP-M do mês deve ficar em 0,30%

A inflação medida pela primeira prévia do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) de novembro ficou em 0,15% bem próximo do 0,159% da primeira prévia de outubro. "A inflação está realmente estabilizada", diz o chefe do Centro de Estudos de Preços da Fundação Getúlio Vargas, Paulo Sidney Melo Cota. Para o fim do mês, porém, Cota prevê que o IGP-M vai fechar em cerca de 0,30%. O aumento até o fim do mês deverá ocorrer basicamente por causa do aumento da energia elétrica no Rio de Janeiro, de 16,71%, que ainda não foi captado pelo índice e porque os preços industriais no atacado geralmente aumentam mais próximos do fim do mês. O economista prevê que os preços para o consumidor fiquem com variação próxima de zero no mês e os de atacado subam entre 0,40% e 0,50% em novembro. Dos três índices que compõem o IGP-M, apenas o Índice de Preços no Atacado (IPA) foi maior que na primeira prévia de outubro e por uma diferença bem pequena. Foi de 0,27% e na primeira prévia do mês passado tinha sido de 0,249%. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) ficou negativo em 0,05% nesta primeira prévia de novembro, com queda mais acentuada que a de 0,001% do mês anterior . O destaque foi o grupo Alimentação com deflação de 0,24%. Também tiveram reduções de preços os grupos Vestuário, negativo em 0,46%, e Transporte, com deflação de 0,11%. O Índice Nacional de Construção Civil (INCC) recuou de 0,091% em outubro para 0,04% nesta prévia. FGV: há espaço para reajuste de combustíveis neste mêsCota, responsável pelo cálculo do IGP-M, considera que "há espaço para o governo dar um reajuste dos combustíveis este mês" sem ficar longe do centro da meta de inflação, que é de 6% pelo IPCA, calculado pelo IBGE. "A inflação está estabilizada em um patamar baixo", disse Cota.

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