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FGV: IGP-M em 12 meses deve desacelerar após julho

O coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros, afirmou hoje que a taxa acumulada do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) em 12 meses deverá voltar a avançar em julho e, a partir daí, apresentar um movimento de desaceleração nos meses seguintes do segundo semestre deste ano. No período acumulado até junho, conforme levantamento da instituição, o indicador avançou 13,44% e alcançou a maior taxa neste tipo de comparação desde outubro de 2003, quando acumulou 17,34% de alta.Segundo Salomão, haverá um aumento natural da taxa em julho, já que deve ser inserido nesta composição um resultado mensal bem mais alto do que o apurado em julho de 2007, quando o IGP-M subiu 0,28%. Como o atual nível de inflação apurada pelo indicador mensal da FGV vem superando a marca de 1% e beirando os 2%, é pouco provável uma desaceleração em 12 meses já na próxima divulgação. Em junho, por exemplo, o indicador do mês subiu 1,98% e atingiu a maior variação desde fevereiro de 2003 (2,28%). "Como nós descartaremos a taxa baixa de julho de 2007 e a substituiremos por um resultado provavelmente maior, é natural que o indicador de 12 meses suba ainda mais", explicou.Quanto ao restante do segundo semestre de 2008, Salomão lembrou que, no mesmo período do ano passado, o IGP-M mostrou taxas superiores a 1% nos meses de setembro (1,29%), outubro (1,05%) e dezembro (1,76%) e disse que há uma esperança de que os resultados mensais de agosto a dezembro não sejam tão elevados assim. "Deveremos entrar naquele período do segundo semestre quando as taxas ainda devem oscilar um pouco, mas, em alguns meses, ter alguma variação menor do que no ano passado. Pelo menos potencial para isso existe", avaliou. InstabilidadeEntre os fatores que ainda ameaçam o comportamento dos IGPs para a segunda metade do ano, Salomão destacou a instabilidade dos preços das matérias-primas (commodities) no mercado internacional, que afeta diretamente os preços dos alimentos no atacado no País. Lembrou também que, a partir de julho, são aguardados aumentos em preços administrados, como as tarifas de energia elétrica em São Paulo e no Rio de Janeiro. "Nós vamos atravessar o segundo semestre ainda em condições de certa instabilidade, principalmente com as commodities, que podem até subir menos, mas ainda ficarão em um nível elevado", comentou.

FLAVIO LEONEL, Agencia Estado

27 de junho de 2008 | 15h21

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