FGV: índice de confiança da construção recua 3,7% no mês

O Índice de Confiança da Construção (ICST), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), recuou 3,7% no trimestre encerrado em novembro ante o mesmo período de 2012. Apesar de manter-se em terreno negativo nesta base de comparação, o resultado representa uma evolução favorável, após variações de -4,3% em outubro e de -4,6% em setembro.

GABRIELA LARA, Agencia Estado

26 de novembro de 2013 | 08h53

Considerando-se a comparação interanual mensal, houve uma piora do ICST: entre novembro de 2012 e novembro deste ano, a variação ficou negativa em 3,7%, ante variação também negativa de 2,9% em outubro. De acordo com a FGV, o resultado geral da pesquisa sinaliza a permanência de um ritmo de atividade econômica moderado para o setor nos três últimos meses de 2013.

Ainda segundo a fundação, o ICST teve uma evolução na leitura trimestral por causa da melhora da percepção sobre a situação atual do setor: a taxa de variação interanual trimestral do Índice da Situação Atual (ISA) saiu de -6,9% em outubro para -5,9% em novembro. A comparação interanual mensal acompanhou este comportamento favorável, passando de -7,9% em outubro para -5,7% em novembro.

Já o Índice de Expectativas (IE) mostrou uma relativa estabilidade nas comparações trimestrais, com a variação saindo de -1,9% para -1,7%, entre outubro e novembro,

respectivamente. No âmbito interanual houve piora, com variações passando de um resultado positivo de 1,9% em outubro para um negativo de 1,8% em novembro.

Dos 11 segmentos pesquisados, cinco registraram melhora no indicador interanual trimestral, com destaque para Obras de Montagem (de -9,5% em outubro para -5,3% em novembro) e Preparação do Terreno (de -1,7% para 1,3%) - foi a primeira variação positiva deste segmento nesta base de comparação desde julho de 2011.

Em nota, a FGV afirmou que a melhora relativa do ISA foi influenciada pelo quesito evolução recente da atividade, de -6,4% em outubro para -5,1% em novembro. Das 704 empresas consultadas, 23% avaliaram que o nível de atividade aumentou no trimestre findo em novembro, contra 26,7% no mesmo período do ano anterior. Já 18,5% das empresas reportaram que a atividade diminuiu (ante 16,6% em novembro de 2012).

O quesito que mede o grau de otimismo com a tendência dos negócios nos seis meses à frente foi o que exerceu a maior pressão positiva sobre o IE. A variação interanual trimestral passou de -2,8% em outubro para -2,0% em novembro. A proporção de empresas prevendo melhora da situação no trimestre terminado em outubro foi de 37,5%, contra 39,7% no mesmo período em 2012, enquanto a parcela das que estão prevendo piora chegou a 5,5%, contra 5% em novembro de 2012.

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