FGV: indústria de SP deve manter ritmo de alta até junho

A produção industrial deverá manter o ritmo de crescimento até o final do primeiro semestre em São Paulo, prevê o coordenador do Sinalizador da Produção Industrial (SPI) - calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pela Eletropaulo -, Paulo Picchetti. Ele faz esta previsão mesmo com o índice tendo registrado em fevereiro uma queda de 0,40%. Para Picchetti, a queda do mês passado foi encarada como uma praticamente estabilidade do índice na margem, em relação a janeiro, mas em um patamar ainda elevado. Em janeiro, o SPI registrou um crescimento de 1,50% na comparação com novembro.O otimismo de Picchetti ganha mais relevância porque, segundo ele, no acumulado de 12 meses, que suaviza os efeitos sazonais, o SPI registra uma alta de 7,50%. ?Desde julho de 2007 que a variação acumulada do SPI vem ganhando um acréscimo de 0,50 ponto porcentual mês após mês?, diz o coordenador do índice, para quem isso, em termos de perspectivas, é positivo. Além disso, lembra Picchetti, pesa a favor da trajetória do SPI, no campo da estatística, a base fraca de comparação do índice até o final do segundo semestre do ano passado.Para Picchetti, o crescimento da produção industrial deverá ser determinado, basicamente, pelo mercado interno. ?É o que temos aprendido com os dados da atividade, como o PIB divulgado ontem?, diz o economista. Ele acrescenta ainda à sua análise a percepção da indústria na sondagem industrial da FGV de que a crise internacional não será suficiente para arrefecer a demanda doméstica.

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