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FGV: IPC-C1, da baixa renda, cai 0,18% em outubro

Por conta de um cenário de alimentos mais baratos, a deflação chegou às famílias de baixa renda em outubro. O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) caiu 0,18% no mês passado, após subir 0,02% em setembro. Foi a menor taxa do ano, segundo informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O índice é usado para mensurar o impacto da movimentação de preços entre famílias com renda mensal entre 1 e 2,5 salários mínimos.

ALESSANDRA SARAIVA, Agencia Estado

12 de novembro de 2009 | 08h31

Segundo a FGV, com o resultado de outubro o IPC-C1 acumula altas de 3,28% no ano e de 4,26% em 12 meses. O desempenho de outubro do indicador ficou bem abaixo do apurado pelo Índice de Preços ao Consumidor de Brasil (IPC-BR), que mensura o impacto da inflação entre famílias mais abastadas - com ganhos mensais entre 1 e 33 salários mínimos -, e subiu 0,01% no mesmo mês. O IPC-BR acumula altas de 3,42% no ano e 4,55% em 12 meses.

Em comunicado, a FGV explicou que, em outubro, os gastos com alimentação, que comprometem mais de 40% do orçamento das famílias com renda entre 1 e 2,5 salários mínimos mensais, registraram queda de 0,87% - a menor taxa deste setembro de 2008, quando os preços destes produtos caíram 1,65%. Em setembro, a queda nos preços dos alimentos era menos intensa, de 0,47%. Entre os alimentos, os destaques em outubro ficaram por conta das quedas de preços em frutas (-6,53%), açúcar cristal (-0,08%) e aves e ovos -2,02%), que respondem por aproximadamente 18% do orçamento destinado a compra de alimentos, nesta faixa de renda pesquisada.

Das sete classes de despesa usadas para cálculo do índice, quatro apresentaram desaceleração ou queda de preços. Além do grupo dos alimentos, é o caso de Habitação (de 0,61% para 0,56%), Vestuário (de 0,85% para 0,19%), e Despesas Diversas (de 0,26% para -0,41%). Os outros grupos apresentaram fim de deflação e aceleração de preços. É o caso de Saúde e Cuidados Pessoais (de -0,25% para 0,06%), Educação, Leitura e Recreação (de 0,06% para 0,46%) e Transportes (de 0,02% para 0,03%).

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