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FGV: IPC-S desacelera para 0,05% na 2ª prévia do mês

A inflação mensurada pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) desacelerou para apenas 0,05% na segunda prévia de outubro, cuja coleta de preços foi até o dia 15 deste mês, resultado inferior ao apurado no IPC-S imediatamente anterior, que subiu 0,25% na quadrissemana finalizada em 7 de outubro. A informação foi divulgada hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ainda segundo a FGV, esta foi a menor taxa para este índice desde a quarta quadrissemana de setembro de 2008, quando o indicador teve queda de 0,09%.

ALESSANDRA SARAIVA, Agencia Estado

16 de outubro de 2009 | 08h31

Das sete classes de despesa usadas para cálculo do IPC-S, três apresentaram desaceleração de preços ou deflação mais forte na passagem da quadrissemana finalizada em 7 de outubro para a quadrissemana encerrada em 15 de outubro. É o caso de Alimentação (de -0,15% para -0,95%), Vestuário (de 0,83% para 0,71%) e Despesas Diversas (de 0,75% para 0,43%).

Foram registradas queda ou desaceleração de preços em frutas (de 2,13% para -4,13%), alimento para animais domésticos (de 0,61% para -1,14%) e roupas (de 0,98% para 0,76%), respectivamente. Estes foram alguns dos destaques de movimentações de preços que contribuíram para a taxa menos intensa do IPC-S no período. Ainda segundo a FGV, no caso do setor de alimentos, houve a influência de deflação nos preços das hortaliças e legumes (de 0,12% para -2,19%).

As outras classes de despesa apresentaram aceleração de preços no mesmo período. É o caso de Habitação (de 0,54% para 0,62%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,05% para 0,10%), Educação, Leitura e Recreação (de 0,06% para 0,13%) e Transportes (de 0,33% para 0,49%). Entre os produtos pesquisados para cálculo do índice, os que apresentaram as altas de preços mais expressivas no IPC-S de até 15 de outubro foram cebola (29,05%), gás de bujão (2,90%) e açúcar refinado (10,60%). Já os produtos que registram as quedas de preços mais intensas foram leite tipo longa vida (-10,52%), mamão papaia (-20,56%) e tomate (-12,71%).

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