FGV: IPC-S recua com preços de alimentos

O bom comportamento dos preços dos alimentos no varejo levou a taxas menores do Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) em cinco das sete capitais pesquisadas para cálculo do índice, até a prévia encerrada no último domingo (dia 15). A informação é do economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), André Braz.De acordo com ele, os preços dos alimentos subiram menos em seis das sete capitais pesquisadas, na passagem da primeira para a segunda leitura deste mês do IPC-S. É o caso das movimentações de preços no setor de alimentação em Salvador (de 2,43% para 2,29%); Belo Horizonte (de 1,28% para 0,92%); Recife (de 2,70% para 2,13%); Rio de Janeiro (de 3,18% para 3,05%); Porto Alegre (de 2,28% para 1,54%) e São Paulo (de 3,40% para 3,29%).De modo geral, foram três produtos que mais colaboraram para a inflação mais fraca no setor de alimentação: arroz branco, pão francês e batata-inglesa, que estão menos caros. Esses itens são de grande peso na formação da inflação do varejo. Além disso, houve desacelerações de preços em itens in natura de peso, como hortaliças e legumes.Braz não descartou novas desacelerações de preços na taxa IPC-S entre as capitais, até o fim de junho. Isso porque, na margem, é possível perceber que os preços dos in natura devem continuar a subir menos, pelo menos no curto prazo. Além disso, os preços de arroz branco e de pão francês, que subiram muito no varejo, agora começam a desacelerar, se ajustando a uma oferta maior. "Acredito que podemos ver novas desacelerações de preços no setor de alimentação no varejo, no IPC-S entre as capitais", afirmou, acrescentando que isso contribuiria para formar taxas menores do resultado total do índice.O economista comentou que ainda há algumas pressões de elevações de preços expressivas entre os alimentos, como das carnes e do feijão. Entretanto, o enfraquecimento na elevação de preços de outros alimentos compensou a taxa maior de elevação de preços desses dois itens.

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