FGV mantém previsão de IPC-S próximo de zero no final de julho

Para o coordenador do IPC-S,  atual momento de deflação vem sendo influenciado especialmente pelo comportamento dos alimentos in natura

Flavio Leonel, da Agência Estado,

25 de julho de 2011 | 16h37

O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), Paulo Picchetti, afirmou hoje que permanece com a expectativa de que o indicador feche o mês de julho com variação próxima de zero. Em entrevista à Agência Estado, ele disse que continua com a avaliação de que o atual momento de deflação, mostrado pelo IPC-S calculado pela Fundação Getúlio Vargas, vem sendo influenciado especialmente pelo comportamento dos alimentos in natura e que, por conta da volatilidade tradicional deste segmento, a tendência é de que estes preços passem a ter altas.

Nesta segunda-feira, a FGV informou que o IPC-S registrou taxa negativa de 0,11% na terceira quadrissemana de julho. O resultado representou uma taxa próxima da verificada na segunda quadrissemana do mês, quando houve queda de 0,13%. O destaque da divulgação foi o comportamento do grupo Alimentação, cuja queda foi de 0,88% na terceira quadrissemana ante recuo de 0,94% verificado na segunda leitura do mês.

"O IPC-S ainda está fortemente influenciado pela Alimentação e, dentro deste grupo, há os preços de Hortaliças e Legumes", disse Picchetti, informando que a queda nesse segmento foi de 4,86% ante o recuo de 4,09% observado na segunda quadrissemana do mês. "A tendência é uma estabilização (do segmento), com a Alimentação deixando de dar esta queda grande e o índice indo para o terreno positivo. Ainda acredito que, para o final do mês, a tendência é o índice vir próximo de zero", comentou.

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