FGV mantém projeção de 0,20% para IPC-S do mês

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) migrou do terreno negativo para o positivo entre a primeira e a segunda quadrissemana de agosto, mas a trajetória de inflação seguida pelo indicador continua dentro do esperado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A avaliação é do coordenador do IPC-S, Paulo Picchetti, que, em entrevista ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, informou que manteve a projeção de 0,20% para a taxa de inflação do mês. "Está tudo dentro do roteiro previsto."

FLAVIO LEONEL, Agencia Estado

16 de agosto de 2013 | 21h35

Entre a primeira quadrissemana de agosto e a segunda leitura do mês, o indicador da FGV saiu de uma leve deflação de 0,02% para uma inflação modesta de 0,05%. "Basicamente, o quadro continua refletindo especialmente o comportamento dos grupos Transporte e Alimentação", destacou Picchetti.

Entre uma divulgação e outra do IPC-S, a parte de Transportes, refletindo a retirada gradual do impacto baixista gerado pela revogação do aumento nas tarifas de ônibus nas capitais, saiu de uma queda de 0,50% para um declínio de 0,25%. O grupo Alimentação, por sua vez, captando a diminuição um pouco menos intensa de alguns preços de itens, saiu de uma redução de 0,11% para uma variação ainda negativa de 0,08%.

No grupo Alimentação, Picchetti chamou a atenção para o comportamento de itens semielaborados, que representam a maior pressão de alta do grupo. No caso do leite tipo Longa Vida, o item continua na liderança do ranking, com a variação positiva passando de 6,43% para 6,06% entre a primeira e a segunda quadrissemanas de agosto.

A carne bovina, em contrapartida, mereceu destaque do coordenador do IPC-S, já que mostrou desaceleração de alta, de 1,15% para 0,78%. "O efeito do período de entressafra está durando mais no leite do que em carne bovina", disse o economista.

Para o coordenador do IPC-S, se a taxa do mês fechar no nível projetado de 0,20%, o cenário é positivo para a inflação. "Nossa previsão para o ano, de 5,7%, depende de uma taxa média no segundo semestre abaixo da taxa média do primeiro. É reconfortante, pois já começamos o período bem, com a deflação de 0,17% de julho e com agosto fechando uma inflação bem abaixo do nível médio."

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