FGV observa recuperação lenta e gradual da indústria

A indústria de transformação saiu da ameaça da recessão, na qual se encontrava em meados do ano, para o início de um processo lento e gradual de recuperação, segundo avaliação que consta da Sondagem Industrial da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Para a FGV, a desvalorização cambial é o principal motivo deste "começo de recuperação", que ainda não pode ser caracterizado como uma retomada consistente da atividade industrial.O câmbio estimulou a demanda no exterior de produtos brasileiros, principalmente no segmento de bens de consumo, e a substituição de importações, com a recuperação da demanda de bens intermediários.Além disso, o processo veio acompanhado de um "saudável movimento de redução de estoques". Segundo a Sondagem Industrial, "a combinação de fortalecimento da demanda com a diminuição de estoques pavimenta a estrada para o aumento de produção". O nível de utilização da capacidade instalada aumentou em outubro para 80,4%, acima do patamar médio de uso da capacidade, em torno de 79%, nas três sondagens anteriores. Na avaliação da FGV, o pequeno avanço representa um "primeiro sinal" de que a produção começa a reagir".

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