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FGV prevê inflação maior em 2007

O consumidor deve se conscientizar de que dificilmente terá uma nova variação de preços jogando a seu favor como se viu este ano. A afirmação é do coordenador de análises econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros, que prevê um acréscimo de um 1 ponto percentual sobre a taxa de inflação para 2007. Isso significa que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do País, do próximo ano fechará em torno de 4%, ante uma variação prevista de cerca de 3% para 2006."Pelo que vemos este ano, dificilmente vai se repetir no ano que vem uma taxa de inflação igual à deste ano", disse Quadros. Essa diferença de um 1 ponto percentual, de acordo com ele, virá basicamente dos preços dos alimentos, os grandes responsáveis pela baixa taxa de inflação registrada este ano.Quadros afirmou que este ano já se verificou a quebra de safra de trigo, e que a redução da oferta de bovinos e de soja para o próximo ano já está na conta. Ele se refere aos descartes de matrizes bovinas para ajuste de preços das carnes no mercado interno, e às estimativas de redução de áreas de plantio de soja para o próximo ano.O IPCA, de acordo com as estimativas do mercado, deverá encerrar em torno de 3%. "Mas para o próximo ano, as condições não serão tão favoráveis", disse o coordenador da FGV.Outro exemplo dado por Quadros mostrando que os preços não serão tão favoráveis no próximo ano são as tarifas públicas, como telefonia e energia elétrica, que tiveram ajustes negativos neste ano, e que para 2007 deverão apresentar aumento. Isso porque, de acordo com ele, os Índices Geral de Preços (IGPs) que são referências para os ajustes dos preços administrados deverão vir este ano em torno de 3% no acumulado de 12 meses, ante uma variação de 1,21% no ano passado. Segundo Quadros, o acumulado dos IGPs em 2005 é um recorde, que não deve se repetir.Segundo o coordenador da FGV, os fatores que poderão evitar uma pressão maior sobre a inflação no próximo ano são os combustíveis. Isso porque, de acordo com ele, houve uma mudança no mercado de petróleo, com muitos países que não fazem parte da Opep produzindo mais óleo. "Isso pode ajudar compensar parte da pressão dos alimentos", afirmou. IGP-MO Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) de novembro deve mostrar desaceleração em relação ao resultado de outubro, divulgado nesta segunda pela FGV, na opinião da equipe da Rosenberg & Associados. Este mês, o índice ficou em 0,47%, acima das projeções do mercado apuradas pela Agência Estado, que iam de 0,25% a 0,40%. Para o próximo mês, a consultoria conta com uma alta de 0,31%."Ainda que se devam sentir as elevações nos preços da soja, os preços dos bovinos devem arrefecer", argumentam os economistas em relatório enviado a clientes. Eles ressaltam, porém, que os preços dos produtos industrializados devem sair do terreno negativo em novembro. Em outubro, o Índice de Preços por Atacado (IPA) industrial apresentou deflação de 0,25%.Os profissionais da Rosenberg também acreditam que a contribuição negativa proveniente dos preços dos combustíveis deve diminuir ao longo do próximo mês. "Pode-se observar ainda alguma pressão proveniente das elevações dos preços das commodities metálicas internacionais", disseram no documento.Em relação ao resultado desta segunda, os consultores destacaram que os preços no atacado seguem apresentando "enorme volatilidade" o IPA total apresentou alta de 0,65%. "Neste mês, pode-se observar mais uma vez a contribuição positiva por parte dos bovinos e, ainda, uma forte acentuação nos preços da soja e do milho", disseram.

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