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FGV prevê inflação média de 0,30% no último trimestre em SP

Segundo coordenador do IPC-S, cenário de preços na capital paulista continua 'bastante tranqüilo'

Flavio Leonel, da Agência Estado,

02 de outubro de 2007 | 15h30

O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), Paulo Picchetti, afirmou nesta terça-feira, 2, que a inflação média na capital paulista será de 0,30% nos três meses que ainda restam em 2007. Segundo ele, apesar deste número ser maior que a variação de 0,07% observada em setembro, o cenário continua "bastante tranqüilo" e confirma a expectativa de que o indicador paulistano chegará ao final de dezembro com uma alta acumulada de 4,10%. Nos primeiros nove meses de 2007, o IPC-S de São Paulo acumulou variação de 3,52%. Em 12 meses, de 2,94%. "Aguardamos uma variação média de 0,30% para os meses de outubro, novembro e dezembro", informou Picchetti. Segundo ele, um bom indicador que dá a dimensão de um comportamento futuro mais exato da inflação é o núcleo do IPC-S, calculado por médias aparadas, com a exclusão de 30% das maiores e das menores variações de preços dos itens coletados. Em setembro, o núcleo subiu 0,25% ante 0,46% de agosto.  Foram excluídos, por exemplo, os itens com variações inferiores a -0,35% e superiores a 1,07%. Desta maneira, baixas importantes, como a do leite longa vida, de 7,86%, e altas, como a da taxa de água e esgoto residencial, 2,88%, ficaram entre as variações eliminadas deste cálculo. "O núcleo pode ser caracterizado como uma espécie de inflação mais real ao consumidor", afirmou o coordenador. "Acredito que a inflação deverá girar em torno desta variação que o núcleo está apresentando atualmente e, por isso, preferi não mexer na projeção do ano para o IPC-S de São Paulo", complementou. Especificamente para outubro, Picchetti disse que a expectativa é de uma continuidade de queda nos preços do grupo alimentação e um movimento de pressão um pouco maior em habitação, que deverá contar ainda com resíduos dos aumentos das tarifa de água e esgoto e da telefonia fixa. "A inflação deve continuar tranqüila, sem grandes surpresas e novidades", comentou. "A alimentação continuará como estrela principal e deve influenciar mais o IPC-S", destacou. Serviços e dólar baixo Uma preocupação a menos para a inflação paulistana, segundo Picchetti, está relacionada aos preços dos serviços, que são o melhor termômetro para medir o comportamento da demanda interna. De acordo com ele, apesar de acumular alta de 9,72% nos últimos 12 meses até setembro, este segmento permanece na casa de 9% desde maio. "Esta é uma boa notícia e indica uma taxa estável para este grupo nos últimos meses", avaliou. Outro fator importante mencionado pelo coordenador do IPC-S é a expectativa de continuidade do dólar comercial em níveis cada vez menores ante o real. Segundo Picchetti, um grupo que capta bem este efeito do câmbio é o de Comercializáveis, que apresentou alta de 0,13% em setembro ante 0,41% em agosto e acumula variação de apenas 0,39% em 2007. "O comportamento de setembro já pode ser justificado também pela queda do dólar, que também é importante para a manutenção da inflação baixa", disse.

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