FGV prevê que IGP-M deve fechar o ano acima de 7%

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de 2007 deve fechar o ano acima de 7%, na avaliação do coordenador de Análises Conjunturais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros. Ele fez a observação após comentar o resultado da primeira prévia do IGP-M de dezembro, que subiu 1,09% - a mais elevada desde janeiro de 2003. De acordo com ele, a taxa acumulada em 12 meses até a primeira prévia de dezembro está em 7,05%. "Para se ter uma taxa abaixo disso em 2007, é preciso que a segunda prévia de dezembro, ou que o terceiro decêndio (fechamento do índice) venha em deflação. E isso não é provável", afirmou.O economista admitiu que pode ocorrer "algum acontecimento extraordinário" que conduza a uma taxa mais baixa que 7,05% no fechamento do IGP-M de 2007. Entretanto, comentou que não considera mesmo essa possibilidade. O economista comentou que, ao longo do mês de dezembro, devem continuar em aceleração de preços vários itens no setor agropecuário - como soja, milho e bovinos. "Isso deve contribuir para uma taxa elevada em dezembro", disse.Quadros não descartou que os resultados dos IGPs no início de 2008, em janeiro, também se posicionem em patamar elevado. Isso porque os aumentos de preços atualmente presentes no setor agropecuário não devem perder força, pelo menos nos próximos dois meses. "Em algum momento, essas elevações de preços vão atingir um ponto de equilíbrio. Mas isso vai demorar um pouco", disse.Caso a taxa do IGP-M feche o ano com alta em torno de 7,05%, esse resultado, mesmo elevado em comparação com o de 2006 (3,83%) pode ser o quarto menor da história do IGP-M. A menor taxa do índice, criado em 1989, é a de 2005 (1,21%); seguida pela de 1998 (1,78%); a de 2006 (3,83%). Atualmente, a quarta menor taxa da história do índice é a de 1997 (7,74%).

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