FGV prevê ''retração significativa''

Aloisio Campelo, coordenador de sondagens conjunturais do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, disse que o ciclo de crescimento da indústria, praticamente ininterrupto nos últimos cinco anos e o maior desde a década de 1970, vai se reverter no quarto trimestre deste ano: "Pelo que captamos, haverá uma retração significativa em relação à produção industrial do mesmo período do ano anterior." Pela análise dos dados, Campelo disse ser improvável, no entanto, que o País entre em recessão nos próximos meses. A indústria representa entre 20% e 25% do PIB. Serviços, por sua vez, que é praticamente 60% do PIB, é um setor que costuma desacelerar menos, e o comércio funciona da mesma forma. A FGV pesquisou também a avaliação dos empresários em relação ao grau de exigência dos bancos para a concessão de crédito. 41% responderam que as exigências estão altas e apenas 3% disseram que estão baixas, apesar das medidas adotadas pelo Banco Central (BC) para aumentar a liquidez do sistema financeiro.

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