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FGV: racionamento não faz parte das projeções para 2014

Um eventual racionamento de eletricidade não está incluído no "cenário base" das projeções para 2014 porque teria um efeito muito grave, num quadro de "descontinuidade", explicou a economista Silvia Matos, coordenadora técnica do boletim de perspectivas divulgado nesta segunda-feira, 17, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

VINICIUS NEDER, Agencia Estado

17 de março de 2014 | 19h09

"Um racionamento teria efeitos generalizados. Afetaria a credibilidade do País", afirmou Sílvia a jornalistas, após seminário de apresentação das projeções, no Rio. Segundo a economista, os efeitos de um racionamento seriam inclusive difíceis de estimar. Seriam atingidos câmbio e juros - além da produção e da atividade econômica como um todo.

Durante o seminário, o economista Armando Castelar, também pesquisador do Ibre/FGV, destacou que, na comparação com o racionamento de 2001, hoje em dia há muito menos ganhos de economia no gasto de eletricidade com melhoria da eficiência tecnológica do consumo. Na inflação, porém, o Ibre/FGV já incorpora os efeitos de preços mais caros de energia, mesmo sem racionamento. Pelas projeções, os preços de energia subiriam 8,0% neste ano, puxando os preços administrados, dentro do IPCA, para uma alta de 5,6%.

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