FGV reduz projeção de alta do IPC-S em abril

O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Paulo Picchetti, informou nesta segunda-feira que, pelo comportamento apresentado nas últimas quadrissemanas, o indicador deve fechar o mês de abril com variação positiva de 0,60%. Até então, a expectativa do coordenador era de alta de 0,70% para o IPC-S ao término de abril. "Alimentação vem ajudando e se continuar assim, está mais para 0,60% do que para 0,70%", afirmou.

DENISE ABARCA, Agencia Estado

23 de abril de 2012 | 12h33

A FGV informou nesta segunda-feira que o IPC-S da terceira quadrissemana do mês manteve a alta de 0,57% registrada na leitura anterior. Dentro do indicador, o grupo Alimentação também praticamente manteve a variação, ao passar de 0,52% para 0,53%.

Embora destaque o papel benigno de Alimentação, Picchetti avalia que esse comportamento não é tão confiável em termos de sinalização futura, dado que está sendo determinado mais em função de arrefecimento de altas do que por queda consistente de preços, como é o caso dos alimentos in natura.

Conforme afirmou Picchetti, o índice da terceira quadrissemana confirmou algumas altas que vinham sendo previstas, como Cigarros (3,85% para 6,46%), Medicamentos em Geral (0,43% para 1,09%) e Roupas (1,12% para 1,24%). Os dois primeiros reagem ao impacto dos reajustes promovido pela Souza Cruz em seus produtos e o autorizado pela Agência Nacional de Saúde sobre os remédios a partir de 31 de março. A trajetória de roupas é atribuída à mudança de estação. Tais itens puxaram o desempenho de Despesas Diversas (1,56% para 2,42%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,83% para 0,88%) e Vestuário (0,93% para 1,05%), respectivamente.

Em Transportes (0,31% para 0,36%), o aumento do ritmo de elevação foi influenciado por tarifa de táxi (-0,72% para 1,31%) e combustíveis. O etanol teve alta menor (1,32% para 1,22%), mas a gasolina saiu do campo da deflação (-0,02% para 0,06%). "No curto prazo, não há previsão de alívio para combustíveis", disse o coordenador, que tampouco espera escalada dos preços. Para 2012, a expectativa de Picchetti para o IPC-S continua sendo de 5,20%.

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