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FGV: setor de transformação afetou confiança de serviços

A queda na confiança de serviços em abril foi generalizada entre os subsetores, apontou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Entre os serviços prestados às empresas, houve recuo de 3,8% neste mês, após queda de 0,6% em março. O setor é o que tem o maior peso dentro de serviços. Já o Índice de Confiança de Serviços (ICS) geral diminuiu 3,1% em abril.

IDIANA TOMAZELLI, Agencia Estado

29 de abril de 2014 | 13h48

A deterioração no setor de serviços prestados às empresas tem a ver com a desaceleração na atividade produtiva da indústria de transformação, o que gera menos demanda, explicou o economista e coordenador da pesquisa Silvio Sales, consultor do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV. Apesar disso, ele ressalta que o setor é muito heterogêneo e não depende apenas do segmento manufatureiro.

Outra queda considerável na confiança se deu entre os serviços de informação (-4,8% em abril, depois de -0,3% em março). Mas a série histórica deste segmento, observou Sales, é marcada pela volatilidade, devido à concentração da atividade de tecnologia da informação e comunicação em poucas grandes empresas. A dificuldade em estabelecer o mercado dominante (empresarial ou residencial) e a falta de uma série mais longa (o indicador foi inaugurado em 2008) também dificultam a análise, ponderou o economista. Apesar da queda intensa, o ICS deste setor se mantém acima do indicador geral.

Além desses setores, os serviços de transporte mostraram queda de 1,4% na confiança em abril, contra alta de 0,4% em março. Já os serviços prestados às famílias apresentaram recuo de 2,3%, contra aumento de 1,2%, na mesma base de comparação. No caso do último setor, segundo Sales, a desaceleração do consumo das famílias é a principal influência para a retração da confiança.

Com a percepção dos quatro principais segmentos (80% do setor de serviços) menos favorável, Sales destacou que a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) e até o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre podem acabar retratando esse efeito de desaceleração.

Pessimismo

Em abril, a proporção dos empresários de serviços que avaliavam a situação e o futuro com otimismo teve importante redução, de 29,7% em março para 28,4% em abril (bem abaixo da média histórica, que é de 35,5%). Até mesmo os que viam o cenário com opinião neutra diminuíram, de 57,4% para 56,5%.

Quem ganhou espaço neste mês foi o pessimismo: 15,1% das avaliações neste tom, contra 12,9% em março. O indicador está acima da média histórica, de 11,8%. "Isso é mais uma característica que é pior do que nos meses anteriores. Nós víamos um movimento predominante em direção à neutralidade. Agora não, houve uma saída para visão pessimista", ressaltou Sales.

O menor otimismo é percebido tanto entre as empresas consideradas de alta produtividade (como TI) quanto entre as de baixa produtividade (como os serviços prestados às famílias). Mas a intensidade da queda na confiança entre os setores pouco produtivos foi maior, o que é preocupante segundo o especialista, já que eles empregam 56% da mão de obra da atividade de serviços.

A variável de emprego previsto para daqui três meses, por sinal, também mostrou queda importante, de 3,1% em abril. "Não significa que haja expectativa de redução do nível de emprego de serviços, mas sim que o ânimo de empregar está cada vez menor", esclareceu Sales.

Brasília, 29/04/2014 - Presidente do Bradesco e da Confederação Nacional das Instituções Financeiras (CNF), Luiz Carlos Trabuco, disse há pouco que a expansão do crédito foi positiva nos últimos anos e ainda tem espaço para crescer. "Nós crescemos o crédito e não comprometemos a renda", disse. "O sistema financeiro é otimista em relação ao Brasil, porque aumentamos o crédito em 50% (nos últimos anos). Temos um espaço muito forte para crescermos", afirmou.

Trabuco, que participa de debate sobre o futuro econômico do País na Câmara dos Deputados, avaliou ainda que o mercado internacional faz "críticas áridas" à economia brasileira que, segundo ele, não são fundamentadas. "O mercado internacional é as vezes muito duro com o Brasil, mas nós não estamos em rota de colapso", disse.

O presidente do Bradesco destacou a importância de geração de empregos para manter o ritmo do consumo, indicando a necessidade de novas concessões na área de infraestrutura à iniciativa privada para o que chamou de criação de um "canteiro de empregos" pelo setor de construção civil. "Se formos capazes de parcerias entre o governo e a iniciativa privada, com concessões, nós podemos transformar aquilo que é um gargalo em solução", considerou. (Nivaldo Souza e Laís Alegretti - nivaldo.souza@estadao.com e lais.alegretti@estadao.com)

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