FGV: situação financeira eleva confiança do consumidor

A melhora na avaliação da situação financeira familiar levou o consumidor a classificar positivamente o cenário econômico atual, puxando para cima o Índice da Confiança do Consumidor (ICC) de maio, que subiu 2%. A avaliação é da coordenadora técnica de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Viviane Seda Bittencourt. Ela comentou que a boa avaliação das finanças familiares foi influenciada pela melhora no patamar de emprego, que gerou aumento no número de postos de trabalho.Segundo a técnica, na formação da alta do ICC em maio, foi fundamental a avaliação feita pelos consumidores a respeito da situação econômica atual da cidade em que residem. A parcela de pesquisados que a classificam como boa subiu de 15,5% para 19,0%, de abril para maio. "A melhora na avaliação da situação financeira das famílias, que até então registrava acomodação esse ano, contribuiu muito com o resultado", disse Viviane.Porém, ao se analisar a evolução do patamar de confiança do consumidor no âmbito das faixas de renda, o cenário de melhora não é tão disseminado. A técnica da FGV explica que, entre os consumidores com renda familiar até R$ 2.100, houve queda de 2,6% no ICC em maio. Isso porque os preços dos alimentos continuam a subir, principalmente aqueles que compõem a cesta básica - de grande peso no orçamento das famílias de menor poder aquisitivo.A técnica da FGV informou ainda que, de uma maneira geral, as expectativas do consumidor quanto ao futuro são "cautelosas". Ainda há dúvidas quanto à trajetória futura de temas importantes, como juros e inflação. De acordo com Viviane, a alta de 1,6% no Índice de Expectativas em maio, um dos dois subindicadores componentes do ICC, foi influenciada pelo otimismo do consumidor residente capital paulista. "São Paulo é a cidade de maior peso na formação do índice, entre as sete pesquisadas, e representa quase 50% do total do ICC", disse, explicando que a capital paulista contou com um bom nível de crescimento de emprego e de elevação no número de postos de trabalho. Somente em São Paulo, o Índice de Expectativas subiu 2,5% - a média calculada para as sete capitais foi de 1,6%.

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