FGV: taxas do IPC-S recuam em 4 grupos de despesa

Das sete classes de despesa usadas para cálculo do Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), quatro apresentaram decréscimos em suas taxas de variação de preços, da prévia até 15 de maio para o índice de até 22 de maio. Segundo informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o IPC-S de até 22 de maio subiu 0,47%, após avançar 0,64% no resultado anterior.

ALESSANDRA SARAIVA, Agencia Estado

24 de maio de 2010 | 09h23

As quatro classes de despesa que apresentarem inflação menos intensa, ou até mesmo deflação, foram saúde e cuidados pessoais (de 0,79% para 0,74%), educação, leitura e recreação (de 0,30% para 0,23%), transportes (de -0,04% para -0,11%) e alimentação (de 1,18% para 0,52%).

O peso maior para a queda do índice geral veio do grupo de alimentos, que registrou recuos e desaceleração de preços em produtos importantes como hortaliças e legumes (de 0,97% para -2,34%), laticínios (de 3,28% para 2,64%), arroz e feijão (de 8,25% para 6,39%) e carnes bovinas (de 2,71% para 1,99%).

Já os três grupos restantes apresentaram aceleração na variação de preços no mesmo período. É o caso de habitação (de 0,46% para 0,60%), vestuário (de 0,73% para 0,82%) e despesas diversas (de 0,36% para 0,39%).

A FGV informou ainda que, entre os produtos pesquisados para cálculo do IPC-S de até 22 de maio, os aumentos de preços mais intensos foram apurados em batata-inglesa (12,36%), tarifa de eletricidade residencial (1,50%) e leite tipo longa vida (4,26%). Já as mais expressivas quedas de preços foram registradas em tomate (baixa de 25,46%), álcool combustível (recuo de 5,31%) e laranja pera (queda de 6,66%).

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