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FGV: volatilidade da indústria pode ter afetado varejo

O economista Vinícius Botelho, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), disse que o aumento da volatilidade nos dados da produção industrial pode estar começando a ser visto nos resultados da pesquisa de comércio. Ele deu as declarações após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgar, nesta quinta-feira, 12, alta de 1,9% nas vendas do varejo em julho ante junho, acima do teto de 1,2% das estimativas coletadas pelo AE Projeções com analistas de mercado.

RENAN CARREIRA, Agencia Estado

12 de setembro de 2013 | 13h49

Botelho exemplificou essa volatilidade citando os setores de outros artigos de uso pessoal e doméstico, que cresceram 3,9% em julho, mas haviam recuado 1,1% em junho e 0,7% em maio. Da mesma forma, os setores de equipamentos de escritório e comunicação avançaram 3,5% em julho, porém caíram 1% em junho e 2% em maio.

"O resultado de julho provavelmente também está devolvendo quedas expressivas dos setores nos períodos anteriores", afirmou ele. "O aumento da volatilidade observado na produção industrial pode estar começando a ser visto também nos dados da pesquisa de comércio. Parece ser um aumento da volatilidade, por isso ninguém tem explicação para o resultado", acrescentou.

O economista classificou julho como "ponto fora da curva" e disse que a alta expressiva não deve ter continuidade em agosto, embora ele ainda aguarde alguns indicadores para fazer uma estimativa. Botelho afirmou também que o resultado não ameniza o pessimismo com o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, para o qual prevê queda de 0,4%.

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