bolsa

E-Investidor: Itaúsa, Petrobras e Via Varejo são as ações queridinhas do brasileiro

FHC autoriza mudança da meta de inflação para 2003

O governo decidiu alterar a meta de inflação para o ano de 2003 e fixar uma meta menos ambiciosa para 2004 para permitir uma melhor absorção de novas pressões de choques de oferta na economia e conferir ao Banco Central maior flexibilidade em matéria de política monetária. O governo, no entanto, não inverterá a trajetória de queda da inflação no período. Os detalhes da decisão ainda serão ajustados durante a reunião de hoje do Conselho Monetário Nacional (CMN), apesar da longa duração da reunião da equipe econômica realizada ontem no Ministério da Fazenda. A mudança da meta de inflação para o ano que vem foi autorizada por decreto do presidente da República, que deve ser publicado no Diário Oficial que circula hoje. O decreto autoriza o CMN a alterar a meta de 2003. Os estudos sugerem uma alteração do centro da meta do próximo ano de 3,25% para algo em torno de 4,5%. Já a meta central para 2004 deverá ser fixada em 4%, confirmando a trajetória de queda dos índices. Não haveria, em princípio, alteração no modelo adotado de sistema de metas inflacionárias, que consiste no estabelecimento de uma meta central com variação de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. O deslocamento do centro da meta de 2003 não deverá ser acompanha do, portanto, do deslocamento das bandas. Isso significa que, aprovada a proposta técnica, a banda inferior continuaria em 2003 em 1,25% e a superior em 5,25%. O objetivo para preservar este intervalo é deixar claro ao mercado e aos investidores que o governo não está disposto a ceder no combate à inflação, mas apenas deseja abrir espaço para uma redução das taxas de juros. "Tratava-se de uma meta muito apertada para uma economia que se tornou muito volátil como a nossa", disse uma fonte que participa dos estudos ao confirmar a alteração da meta de 2003. "Estaremos, apenas, fazendo um ajuste fino e não mais inflação", acrescentou. A mudança da meta não é um procedimento inédito por parte do governo brasileiro. Outros países, como a Austrália e a Nova Zelândia, que também adotam o sistema de metas inflacionárias, já modificaram os porcentuais definidos previamente.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.