FHC concorda com fim do racionamento em 1º de março

O presidente Fernando Henrique Cardoso anunciou, no início desta tarde, que concorda com o fim do racionamento e que o bônus deverá ser mantido durante o mês de março para quem economizar energia na classe de baixo consumo, aquela que gasta até 100 kwh por mês. Fernando Henrique fez o pronunciamento na reunião da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica, na qual foi anunciado o fim do racionamento de energia para o dia 1º de março.FHC reiterou que é importante manter o bônus para o consumidor como uma forma de transição para a liberação das regras de economia compulsória de energia.O presidente disse ainda que ele próprio era contrário à suspensão do racionamento de energia. "Confesso que tinha alguma resistência". Ele ressaltou, no entanto, que diante dos dados apresentados pela GCE, com forte embasamento técnico, "não teria sentido impor sacrifícios adicionais à população e à economia". Novo racionamento Fernando Henrique comentou ainda que se no futuro for necessário novo racionamento, "suspende-se o que foi decidido e faz-se o racionamento de novo". "É só explicar ao País. Mas isso não será necessário", acrescentou.Ele elogiou a postura da população, que pretende manter a economia de energia, mas disse esperar um aumento maior do consumo produtivo de eletricidade, pois isso, segundo o presidente, significará crescimento econômico e melhoria do bem-estar da população. Críticas Fernando Henrique rebateu as críticas ao fim do racionamento e considerou contraditórias as acusações de que a medida é eleitoreira. "As pesquisas disseram para manter o racionamento", observou o presidente, referindo-se às pesquisas de opinião divulgadas pelo presidente da Câmara de Gestão da Crise de Energia (GCE), ministro Pedro Parente.Ele lembrou ainda que com o racionamento muitos consumidores ficaram sem pagar conta de luz. FHC criticou, principalmente, os acadêmicos que atacaram as medidas do governo usando "embasamento técnico universitário para fazer jogo político".Segundo o presidente, esse tipo de postura desmerece a política e o embasamento técnico, pois quem tem alta hierarquia acadêmica não usa isso para embasar raciocínio. "Eu já vi dizer fulano de tal, professor da universidade tal e em seguida ele diz uma batatada", criticou. O presidente disse que quem quiser criticar pode fazê-lo a vontade, mas desde que apresente números e os custos das alternativas.

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