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FHC defende Argentina e critica FMI

O presidente Fernando Henrique Cardoso saiu em defesa da Argentina, que, nesta sexta-feira, deixou de pagar uma parcela de US$ 805 milhões da dívida do país com o Banco Mundial.Segundo Fernando Henrique, o presidente da Argentina, Eduardo Duhalde, ?não está serecusando a pagar a dívida, ele apenas está buscando um meio de resolver a questão,um modo de negociar?. Na avaliação do presidente, ?o FMI não tem dado condições de retomada para a Argentina?.Fernando Henrique não quis admitir que o não-pagamento de parte da dívida pela Argentina possa trazer reflexos para o Brasil, ao rechaçar aindagação de um jornalista de que essa influência poderia existir pelo fato de o País estar passando por um período de extrema vulnerabilidade.?O Brasil não passa por uma crise de extrema vulnerabilidade. Isso foi uma visão desenvolvida dentro do Brasil, mas que não corresponde aos fatos?, afirmou o presidente, antes de participar de um almoço com o rei da Espanha, Juan Carlos.Depois de avisar que o Brasil tem que manifestar solidariedade, com certo cuidado,naturalmente, mas tem de fazê-lo, o presidente disse que, em relação àdívida externa, ela hoje é menor do que em 1994, além, de ser uma dívida negociada,em 30 anos.?Nós não temos dificuldades. Nossas reservas são elevadas e agora temos um superávit de US$ 11 bilhões?, prosseguiu o presidente, ao esclarecer que isso mostra que é mais fácil ainda manter a situação sob controle.O presidente disse que a vulnerabilidade brasileira já chegou a US$ 33 bilhões, masque, neste ano, será coisa de US$ 12 ou US$ 13 bilhões, apesar de ser um ano ruim, emque estamos recebendo investimentos de US$ 13 bilhões.Para ele, no Brasil, a especulação é interna, é com o dólar e não tem nada a ver com dificuldades no plano da negociação internacional da dívida externa. ?É outra matéria?, acentuou.Fernando Henrique aproveitou a entrevista para salientar que, certamente, durante os trabalhos da XII Cupula Ibero-Americana, em Punta Cana, osrepresentantes dos governos vão questionar os subsídios agrícolas impostos pelaUnião Européia.?A Europa está defendendo seu passado. No campo agrícola, ela não tem condições de enfrentar concorrência internacional e, se tivesse, não teria tanto medo da Argentina e do Brasil?, afirmou, reiterando seu discurso contra ossubsídios e as barreiras comerciais.Segundo FHC, a tendência do mundo globalizado é abrir mercados e não fechar, como está fazendo a União Européia. ?A União Européia está olhando para o seu passado?, afirmou, ao reconhecer a dificuldade de tratar do assunto nesteencontro de presidentes, já que Espanha e Portugal, que são ibero-americanos, sãotambém da UE.Ele lembrou que Portugal é marginalmente beneficiado pela UE, e a Espanha tem um pouco mais de interesse no caso, porque tem muitos investimentos nesta região.

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