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FHC defende moeda única para o Mercosul

O presidente Fernando Henrique Cardoso disse hoje, em discurso no Itamaraty, que, apesar da crise na Argentina, é possível voltar a sonhar com uma moeda única no Mercosul. "Por que não insistir nisso para manter viva a idéia de que nós temos interesses em comum?", questionou. "Precisamos construir isso historicamente. Não será em um ano nem em um dia em que o mercado ficar nervoso. É só dar calmante que passa. O que não se pode deixar é o paciente ficar todo prejudicado em razão de um dia de nervosismo no mercado". As afirmações foram feitas na cerimônia de formatura de uma nova turma de diplomatas pelo Instituto Rio Branco. Segundo o presidente, é preciso que sempre se priorize o fortalecimento do Mercosul. Ele ressaltou, no entanto, que o Brasil não rechaça a formação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) nem as relações com a União Européia (UE). Disse considerar um equívoco o posicionamento daqueles que procurarm demonizar a Alca e enaltecer as relações com a Europa. "Não é uma questão de cara ou coroa. Isso não faz parte de nossa cultura. São dois projetos", observou. Ele, no entanto, afirmou que o Brasil vai continuar combatendo, quando considerar necessário, tanto o protecionismo norte-americano quanto o europeu. Segundo Fernando Henrique, o fato de o Brasil não se opor à formação da Alca e procurar manter boas relações com a UE não quer dizer que o País vá deixar de combater o protecionismo de ambos os lados.Condecorados são exemplo, diz FHCO presidente Fernando Henrique Cardoso destacou há pouco, em um rápido discurso na cerimônia de condecoração da insígnia da Ordem do Rio Branco, a variedade de representantes da sociedade entre os mais de 200 condecorados. "Hoje temos pessoas destacadas no plano cultural, na vida econômica, militares e civis. Nós estamos aqui, eu como presidente da República, em nome do País, dizendo o quanto valorizamos a trajetória da vida de cada uma dessas pessoas. É um exemplo para seguir adiante, buscando nossos valores e objetivos", afirmou o presidente. O diretor da Agência Estado, Rodrigo Lara Mesquita, estava entre os agraciados com a insígnia da Ordem do Rio Branco. Fernando Henrique destacou também as homenagens póstumas ao escritor Jorge Amado e ao ex-assessor especial da Presidência, Vilmar Faria.Fernando Henrique encerrou o discurso afirmando que este é um dia importante por se sua última oportunidade de como presidente da República entregar essa condecoração. Foram também homenageados com a insignia os ministros da Justiça, Miguel Reale Júnior, e da Secretaria Geral, Euclides Scalco; integrantes da Câmara de Gestão à Crise de Energia, e o diretor-presidente da editora Abril Cultural, Roberto Civita; e o presidente da Petrobrás, Francisco Gros.

Agencia Estado,

12 de junho de 2002 | 13h00

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