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FHC defende união com o Chile na área de mineração

O presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu a união de esforços do Brasil com o Chile, na área de mineração, para ambos crescerem no mercado mundial e serem capazes de ditar preços. Ao discursar no lançamento do primeiro projeto de extração de cobre da Companhia Vale do Rio Doce, em Carajás, no sudeste do Pará, ele relembrou conversa que teve nesse sentido, cerca de dois meses atrás, com o presidente do Chile, Ricardo Lagos, e dirigentes da Vale e da estatal chilena Codelco, que explora cobre. "Por que vocês dois não se juntam e vamos comprar empresas pelo mundo afora para sermos nós os grandes produtores, para sermos nós os capazes de impor preços e não sofrer as imposições de preços como freqüentemente nos fazem?", disse ele, relatando o diálogo com empresários dos dois países. As duas companhias já têm projeto de cooperação. Discursando diante do governador do Pará, Almir Gabriel (PSDB), e de cerca de 2 mil funcionários da Vale e crianças, Fernando Henrique aproveitou para reafirmar a decisão do governo de construir a Usina Hidrelétrica de Belo Monte (PA), no Rio Xingu. A licitação, segundo ele, será lançada até o fim do ano, quando termina seu mandato. "Não terei o privilégio de acionar a máquina de Belo Monte como presidente, mas terei, se Deus me permitir, o prazer de estar presente assistindo a Belo Monte se incorporar à riqueza do Brasil." O presidente elogiou a gestão de Almir Gabriel, que também está no fim do segundo mandato. E comentou que, antes de o governador assumir, em 1995, a situação vivida pelo Pará "não era das melhores". "Talvez pior que o Pará só o Brasil", disse Fernando Henrique - que chegou ao Palácio do Planalto em 1995, após ter sido ministro da Fazenda e das Relações Exteriores no governo de Itamar Franco (1992-1994). PrivatizaçãoPela manhã, o presidente foi de helicóptero à Serra do Sossego, onde acompanhou explosão simbólica no local em que a Vale abrirá mina de cobre. A mina fica no município de Canaã dos Carajás, a cerca de 100 quilômetros de Carajás. Fernando Henrique acionou uma sirene antes da explosão. Segundo ele, a empresa, que foi privatizada em 1997, serve de exemplo ao País. "É privatizada como se faz as coisas no Brasil: tudo com correção, prestando atenção no interesse público", disse. "Não se trata, portanto, de, ao passar para mãos privadas, dizer que essa empresa agora vai explorar não só o minério, mas o povo. " Fernando Henrique lembrou que trabalhadores de todo o País puderam usar parte do FGTS para comprar ações da Vale. "Não sei qual vai ser o tamanho do lucro com a Vale do Rio Doce, porque essas coisas não se fala em público. Mas acho que vai ser muito grande", disse. Ele destacou que o Brasil avança para tornar-se "ator importante" no mercado mundial em setores como papel e celulose, agricultura, pecuária, fabricação de aviões e siderurgia. Fernando Henrique estava acompanhado pela primeira-dama Ruth Cardoso e o ministro da Educação, Paulo Renato Souza. Ele reafirmou que a atuação de Paulo Renato marcou uma "revolução silenciosa" na área de educação. "Ela (a revolução) agora começa a ser barulhenta, porque o mundo todo está vendo que realmente pusemos toda essa criançada na escola. E isso era o maior desejo do Brasil: acabar com o analfabetismo." Bem-humorado, o presidente elogiou a primeira-dama na abertura do discurso: "Tendo saudado o governador, tendo saudado o nosso ministro Paulo Renato, não vou falar nada sobre a Ruth, porque... iam dizer que era proteção. E ela não precisa, ela sozinha vale mais do que tudo que eu possa dizer por ela."

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