FHC determina folga na meta de consumo de energia

A Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE) distribuiu hoje um documento no qual consta que todas as metas de consumo de energia elétrica para o setor industrial no mês de fevereiro passarão a ser de 90% da base verificada nos meses de maio, junho e julho de 2000. Com isso, as indústrias terão de economizar em fevereiro apenas 10% do que gastavam naquele período. A GCE calcula que a medida trará um impacto adicional de 601 MW/mês na região Sudeste/Centro-Oeste e de 133 MW/mês no Nordeste. O documento da GCE informa que, "por expressa determinação" do presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, os consumidores residenciais terão um aumento de 6% na meta de consumo de energia no mês de fevereiro. A decisão foi tomada para permitir que, nos nove dias de carnaval, as residências fiquem sem racionamento, mantendo-se uma economia de 20% nos demais dias do mês, em relação ao mesmo período do ano passado. Essa decisão poderá trazer um consumo adicional de 408 MW/mês nas regiões Sudeste e Centro-Oeste e de 88 MW/mês no Nordeste.A mesma metodologia está sendo aplicada para os clubes recreativos, hotéis, bares e restaurantes durante o mês de fevereiro, que deverão ter uma disponibilidade de energia adicional de 233 MW/mês no Sudeste e Centro-Oeste e de 50 MW/mês no Nordeste.A GCE decidiu ainda suspender o racionamento na iluminação pública durante todo o mês de fevereiro, o que deverá trazer um gasto adicional de 212 MW/mês no Sudeste e Centro-Oeste e de 49 MW/mês no Nordeste. Todas essas medidas de alívio anunciadas hoje atingirão 1.454 MW/mês no Sudeste e Centro-Oeste, o que corresponde a 82% da margem disponível calculada pela Câmara para a região, que seria de 1.762 MW/mês. No Nordeste, o impacto será de 320 MW/mês, equivalente a 72% de uma margem de 441 MW/mês. A GCE esclareceu que essa margem foi calculada com base na menor economia verificada desde dezembro de 2001.

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