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FHC em Fortaleza, para falar de democracia

O presidente Fernando Henrique Cardoso chega amanhã à capital cearense, para a abertura solene da Assembléia de Governadores, a parte deliberativa da 43.ª reunião anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Ele permanece menos de 24 horas na cidade, mas terá a agenda cheia. Vai encontrar-se com o ministro da Economia da Argentina, Jorge Lenicov, os presidentes do Peru, Alejandro Toledo, e o do Equador, Gustavo Noboa (que chegam juntos, porque Noboa estava no Peru, em visita). Além disso, tem almoço marcado com o governador do Ceará, Tasso Jereissati, e jantar com o presidente do BID, Enrique Iglesias. A reunião do BID, que começou quinta-feira, prossegue até o dia 13. O presidente fará uma palestra sobre a democracia na América Latina, tema que tem preocupado o Palácio do Planalto, principalmente depois da crise na Argentina. Durante a assembléia, será discutida e aprovada a criação de uma linha de crédito permanente no valor de US$ 6 bilhões, para ajudar países em crise. O principal candidato é a Argentina, que levará parte desses recursos, condicionados à manutenção da área social. Os governadores do BID também deverão aprovar uma mudança na matriz de financiamento do banco. Hoje, os projetos sociais são financiados em 60% pelo BID e 40% pelo governo tomador do empréstimo. Com a mudança, o BID passará a financiar 70% do valor total do projeto, ficando os 30% restantes para o governo. Para hoje, está programado o seminário ?Reformulação das Reformas?. A partir da constatação de que a América Latina e o Caribe apresentam baixas taxas de crescimento (média inferior a 1%, no ano passado), os palestrantes discutirão a validade das reformas econômicas inspiradas no ?Consenso de Washington?. Serão debatidos os efeitos da globalização para as economias da região, as privatizações e o nível de intervenção estatal na atividade econômica. Em outro seminário, será discutido o projeto de integração da infra-estrutura na América do Sul, projeto que nasceu em reunião de todos os presidentes da América Latina e Caribe, promovido pelo presidente Fernando Henrique há dois anos. O dia mais carregado da programação é amanhã. Além da palestra de Fernando Henrique, está previsto um seminário sobre a crise argentina e suas lições, com o ministro da Economia da Argentina, Jorge Remes Lenicov. Num evento paralelo, o candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, fará exposição a investidores estrangeiros sobre o tema ?As eleições de outubro e suas conseqüências econômicas?. Créditos ? O governo brasileiro e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) estão assinando protocolos de entendimento para financiamentos de US$ 1,02 bilhão. Já foi assinada uma carta de intenções para créditos de US$ 680 milhões a projetos de redução da pobreza e de apoio a micro, pequenas e médias empresas. Do total, dois projetos, com valor total de US$ 180 milhões, destinam-se aos microempresários e têm a participação do Banco do Nordeste. Os restantes US$ 500 milhões são para os projetos de Bolsa Escola, Bolsa Alimentação e o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil. Hoje, o ministro do Planejamento, Martus Tavares, assina protocolo com o BID de US$ 240 milhões, destinados à segunda fase do programa Prodetur, de incentivo ao turismo. O investimento total desta fase será de US$ 800 milhões ? US$ 480 milhões do BID. Também está prevista a assinatura do protocolo de financiamento de US$ 100 milhões para o Programa de Ação Social em Saneamento, da Secretaria de Desenvolvimento Urbano. A prefeitura de Fortaleza assinou carta de intenções para concretizar financiamento de US$ 86 milhões, para segurança do transporte público urbano. (Colaborou Fenando Dantas)

Agencia Estado,

09 de março de 2002 | 11h14

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