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FHC rebate advertência de JP Morgan

O ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, rebateu hoje a advertência do banco de investimento norte-americano JP Morgan, e disse que não acredita que haja risco de insustentabilidade da dívida brasileira. Ele criticou o relatório divulgado ontem pelo banco, afirmando que os critérios para a avaliação do País precisam ser explicitados e que representam apenas uma opinião. "Nós não devemos tomar uma opinião como se fosse um barômetro. Não é. É uma opinião. No mundo moderno têm que ter estas avaliações, mas temos que cotejar com outras e ter a própria avaliação do País", disse.Antes, durante o seminário no Fórum Empresarial, FHC criticou também as agências de riscos por apresentarem relatórios que não retratam a situação real do País. Lembrou que, ao longo de seus dois governos, avaliações foram divulgadas e algumas foram coincidentes com determinados fatos, provocando "um efeito catastrófico".O ex-presidente disse que já sugeriu a outros presidentes da Região a criação de uma agência privada de rating, financiada por esses países, para analisá-los a si próprios. "É preciso ter um contrapeso", afirmou, criticando a falta de informação adequada sobre os países, a subjetividade e, até mesmo, a manipulação de informações feitas por agências e bancos de investimentos, já que têm interesses específicos nesses países."Não diria que país está paralisado, Mas que tem dificuldades"Em tom mais suave do que em suas últimas declarações, o ex-presidente intercalou criticas e elogios e evitou criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Não quero criticar porque sei que é difícil governar. Neste ano, o governo do presidente Lula enfrentou muitos problemas e ficou um pouco embaralhado. Mas isso é um momento e eu espero que ele saia dessa", disse ao ser indagado por jornalistas se o governo estava parado."Governo paralisado é um País em crise. Não é isso. O que pode haver é uma crítica aqui e ali e isso é normal em uma democracia. Não serei eu a colocar dificuldades adicionais às que o governo têm e o povo está enxergando", completou ele.Aplaudido de pé pelos empresários tanto no início quanto no final de sua palestra, o ex-presidente fez uma breve exposição e respondeu a perguntas falando cerca de 2h30 com os empresários. No momento de maior crítica ao governo atual, disse que considera "estapafúrdia" a proposta de contratação de 40 mil novos funcionários públicos. Segundo ele, há um desequilíbrio atual na máquina pública e deveria ser feita uma redistribuição dos atuais funcionários. "Vai aumentar a máquina pública ou vai aumentar a ineficiência pública", indagou.

Agencia Estado,

16 de abril de 2004 | 14h06

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