FHC recebe amanhã presidência do Mercosul em Buenos Aires

O presidente Fernando Henrique Cardoso, que vai participar da 22ª reunião de cúpula do Mercosul, chega às 19h30 desta quinta-feira a Buenos Aires. FHC, que vai exercer a presidência pro tempore do bloco regional até 31 de dezembro deste ano, vai se somar aos presidentes do Uruguai, Paraguai, Chile, Bolívia e México para um jantar na Residência (oficial) de Olivos, oferecido pelo presidente argentino Eduardo Duhalde. De acordo com a programação do cerimonial da Casa Rosada, FHC deve fazer um discurso de cinco minutos depois do jantar, com motivo de assumir o comando do Mercosul pelo período de seis meses. Na sexta-feira, às 10h, o presidente participará da reunião de cúpula do Mercosul na Residência de Olivos, da qual vão participar ainda os presidentes da Bolívia e Chile, sócios não plenos do bloco. Segundo o programa da presidência argentina, os presidentes vão assinar vários documentos e declarações que serão previamente preparados pelos ministros de Relações Exteriores e de Economia dos países membros. Às 12h30 de sexta-feira está prevista uma entrevista coletiva à imprensa, que deverá ser concedida pelos presidentes Eduardo Duhalde, que deixa a presidência pro tempore do Mercosul, e Fernando Henrique. Nas três últimas reuniões de cúpula, FHC não participou de nenhuma entrevista, embora o protocolo indicasse a participação de todos os chefes de Estado. Desta vez, porém, o presidente brasileiro dificilmente escapará da entrevista, até porque receberá de Duhalde a presidência do Mercosul. Depois do encontro com a imprensa, FHC será recebido para um almoço privado por Duhalde. Os dois presidentes devem assinar uma série de acordos bilaterais, entre eles o automotivo. A volta do presidente para o Brasil está prevista para as 16h. A Embaixada do Brasil em Buenos Aires informou à Agência Estado que o vice-presidente, Marco Maciel, participará também da reunião de cúpula do Mercosul. Antes, entre quarta-feira à noite e quinta de manhã, devem chegar a Buenos Aires os ministros Pedro Malan, Celso Lafer, Sérgio Amaral e Pratini de Moraes. Vem ainda o diretor de política econômica do Banco Central, Ilan Goldfajnn, que participará de reunião de ministros de Economia e de presidentes de Bancos Centrais dos países membros do bloco na quinta-feira às 10h no Ministério de Economia da Argentina. A pauta do encontro certamente será a crise argentina e o possível contágio ao restantes países latino-americanos. Deve ser discutido ainda a meta de harmonização econômica do Mercosul, que ficou abandonada com o recrudescimento da crise econômica que está afetando o bloco regional. Dentro desse tema, a criação de uma moeda comum no futuro também deverá fazer parte dos debates. "O presidente Fernando Henrique vê com muito interesse a coordenação macroeconômica, para depois chegar a uma moeda comum", disse o embaixador José Botafogo Gonçalves. De acordo com ele, o fator inibidor para as metas econômicas comuns, a exemplo das definidas pelo Tratado de Maastricht para a União Européia, era até agora a conversibilidade argentina, que não existe mais. "Agora, precisamos definir uma programação clara e crível para atingir esses objetivos", explicou o embaixador.

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