FHC se reúne com Câmara de Gestão da Crise Energética

O presidente Fernando Henrique Cardoso está reunido com a Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica onde será apresentada a proposta de modelo de revitalização do setor elétrico. Estão presentes os ministros de Minas e Energia, José Jorge; da Casa Civil, Pedro Parente; da Fazenda, Pedro Malan, do Desenvolvimento, Sérgio Amaral, do Planejamento, Martus Tavares; do Meio Ambiente, Sarney Filho; e o Ministro Chefe do Gabinete de Segurança Institucional, General Cardoso. Também participam da reunião o presidente do Operador Nacional do Sistema Elétrico, Mário Santos; da Agência Nacional de Energia Elétrica, José Mário Abdo; do BNDES, Eleazar de Carvalho; da Petrobras, Francisco Gros, além de parlamentares como o senador Paulo Souto (PFL-BA) e deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA) e o empresário Antonio Armírio de Moraes.Durante a reunião, o presidente Fernando Henrique Cardoso disse que serão mantidos os fluxos normais de investimentos no setor elétrico. Segundo ele, houve uma paralisação de investimentos no setor, na década de 80 até 1995, que somente foram retomados depois desse período e, somente graças a essa retomada, é que está sendo possível apresentar os números de aumento de oferta de energia para o próximo ano. País terá mais 11 mil MW de energia em 2002O Brasil deverá receber neste ano pelo menos mais 11.000 MW de energia, segundo relato feito pelo ministro de Minas e Energia, José Jorge. Deste total, 8.019 MH virão de usinas hidrelétricas e térmicas permanentes, 2.100 MH de usinas temporárias e emergenciais e 1.088 de importação, sobretudo da Argentina. "Isto é o mínimo", afirmou José Jorge, explicando que o levantamento inclui apenas os empreendimentos considerados prioritários e incluídos no acompanhamento permanente do governo, mas explicou que há outras obras que não estão sendo acompanhadas e que poderão entrar em operação ainda neste ano. O levantamento de 2001 mostrou que houve o acréscimo de 2.677 MW, equivalentes a 89% da meta para o ano, que era de 3.007 MW. Esta energia que não ingressou no ano passado está sendo acrescida à previsão deste ano. Segundo os técnicos do ministério, não há sinal de atraso na conclusão das obras. O ministro disse, no entanto, que haverá uma revisão das metas de 2002 e 2003 ainda neste mês. Objetivo, em 2001, era evitar os apagõesO ministro-chefe da Casa Civil, Pedro Parente fez o balanço das atividades da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica e lembrou que o objetivo, em 2001, era evitar os apagões; em 2002, garantir que no pior cenário hidrológico o racionamento ficasse limitado a no máximo 5% e garantir que em 2003 o próximo governo encontre a situação normalizada. Parente citou que esses objetivos foram buscados com cinco linhas de trabalho: racionamento de energia, aumento estrutural de oferta, programa emergencial de aumento de oferta, revitalização do modelo e programa de racionalização no uso de energia. Parente destacou o programa de revitalização do modelo de energia elétrica como um dos mais importantes para enfrentar a crise. Segundo ele o objetivo é evitar que "imperfeições e disfuncionalidades" provoquem o problema de abastecimento de energia no futuro.O ministro explicou que nesse trabalho de revitalização, uma das principais medidas foi o acordo geral do setor, já realizado, que evitou o "travamento" das atividades, por causa de pendências judiciais entre as empresas elétricas. Parente citou ainda que a revitalização envolve uma reestruturação do Ministério de Minas e Energia.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.