Fiador é principal forma de garantia no mercado de locação

De cada 100 contratos de locação realizados no Brasil, entre 50 e 71 utilizam o fiador como forma de garantia. O número pode chegar a 95% dos contratos nas regiões Centro-Oeste e Norte do País. Os dados foram constatados pela Pesquisa Nacional do Mercado Imobiliário Região a Região, que entrevistou 100 imobiliárias em 10 Estados brasileiros.De acordo com o vice-presidente de locação do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Comerciais e Residenciais de São Paulo (Secovi-SP), Sergio Luiz Abrantes Lembi, isso mostra que há uma deficiência no que diz respeito a formas de garantia no Brasil.AtrasosA pesquisa constatou ainda que entre 9% e 13% dos inquilinos pesquisados nos 10 Estados atrasam até 60 dias o pagamento do aluguel. O percentual é maior no caso de casas ou apartamentos com dois quartos (13%) e menor no caso de moradias com um quarto (8%).Com base nos dados regionais, o Centro-Oeste e o Norte são os que mais atrasam, com um percentual de 17%; seguidos pelo Nordeste, com 14%. Na seqüência estão o Sudeste e Sul, com 12% e 10%, respectivamente. Os atrasos acima de 60 dias, por sua vez, que normalmente são objeto de processo de cobrança, respondem por apenas 5% dos contratos. O maior índice concentra-se em habitações de três quartos, com 5,5%, e o menor, nas habitações de quatro quartos, com 4%.VacânciaO vice-presidente de locação do Secovi-SP ressalta ainda que os altos índices de vacância não são um problema apenas de grandes cidades como São Paulo. A pesquisa constatou que o limite superior de vacância nos Estados Pesquisados chega a 18%. O maior índice, de 20%, ainda está concentrado na região Sudeste, seguida pelo Nordeste, com 18%, Sul, com 13%, e Centro-Oeste e Norte, com 12%.No que diz respeito ao tipo de imóvel, a maior taxa de vacância está concentrada em imóveis de quatro quartos, que chegam a até 25%. Os imóveis de três quartos registraram vacância de 21% e o de dois quartos 17%. Os imóveis de um quarto foram os que tiveram menor índice de vacância, com 15%.

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