Fiat anuncia contratação de 600 funcionários

Beneficiado por incentivos fiscais, que impulsionaram as vendas, a indústria automobilística voltou a contratar. A Fiat anunciou ontem a contratação de 600 funcionários, o que elevará seu quadro de 18,6 mil para 19,2 mil empregados diretos, o maior nível verificado na fábrica de Betim (MG). A produção será ampliada de 3 mil para 3.150 unidades ao dia. Nos últimos seis meses, a Fiat também agregou à sua folha de pagamentos 4,3 mil funcionários antes terceirizados.

CLEIDE SILVA, O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2012 | 03h05

Os novos contratados vão trabalhar nos setores de prensa, funilaria e pintura e, segundo a empresa, vão eliminar gargalos internos. Hoje, a Fiat está vendendo em média 4 mil carros ao dia e teme ficar sem estoques. Já há falta de alguns modelos de Palio e Gran Siena, com fila de espera de três a quatro semanas.

A Fiat também está ampliando a produção com uma hora extra diária de trabalho. "Esperamos que esta seja a primeira etapa do processo de contratação de novos trabalhadores. Tudo dependerá do comportamento do mercado nos próximos meses", disse, em nota, o presidente da Fiat/Chrysler para a América Latina, Cledorvino Belini, que também preside a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Segundo Belini, a demanda atual "está sustentada pela redução das taxas de juros, desbloqueio do crédito e redução da carga tributária sobre os veículos, medida que se estenderá até 31 de agosto."

Neste mês, até sexta-feira, foram licenciados 236,1 mil automóveis e comerciais leves, 19,8% a mais que no mesmo período de julho de 2011. Na comparação com o mês passado, há queda de 4%. Junho foi o primeiro mês completo de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Ao todo, foram vendidos 340,6 mil carros de passeio e comerciais leves, o segundo melhor resultado mensal para esse segmento na história.

O setor encerrou junho com 146,9 mil trabalhadores, 4,1 mil a mais que há um ano. Também estão contratando funcionários a Toyota e a Hyundai, que iniciarão produção em novas fábricas em São Paulo em agosto e setembro, respectivamente.

Outras montadoras apelam para horas extras. Desde o início do mês, os trabalhadores da Honda cumprem 2,5 horas extras diárias na fábrica de Sumaré (SP). A Volkswagen tem convocado funcionários da unidade de São Bernardo do Campo e de Taubaté (SP) para trabalho aos sábados.

Já a General Motors vai decidir nos próximos dias se fecha ou não a linha de montagem dos modelos Corsa, Classic e Meriva na fábrica de São José dos Campos (SP). O setor emprega 1,5 mil metalúrgicos.

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