Fiat anuncia recall do Palio 1.0

A Fiat Automóveis vai chamar os proprietários de Palio 1.0 para colocar um reforço na peça de suporte do cinto de segurança. O recall deve ser anunciado hoje, e o início do conserto deve ocorrer nos próximos dias. O número de veículos envolvidos é estimado em cerca de 400 mil. Os modelos 2001 não estão incluídos.A medida ocorrerá três dias depois do início do recall feito pela General Motors, até agora o maior do Brasil, envolvendo 1,3 milhão de modelos Corsa que também apresentaram problemas com equipamento relacionado ao cinto de segurança. O defeito envolvendo o Palio foi detectado há pouco mais de um mês, quando a revista Quatro Rodas, especializada em veículos, fez um "crash test" (simulação de impacto) com o carro, e o engate dos cintos do motorista e do passageiro se soltaram.O diretor de Comunicação da Fiat Marco Antonio Lage disse que a empresa vai anunciar sua posição oficial hoje. Ele afirmou que os testes feitos pela montadora italiana seguem padrões de qualidade europeus e brasileiros e não apresentaram qualquer problema. O teste feito pela revista segue padrões americanos, que se baseiam em condições de uso do veículo diferentes aos do mercado brasileiro e europeu, onde o Palio é comercializado.Ação preventivaPara evitar futuros problemas ou mesmo um desgaste perante o consumidor, a montadora vai optar pela ação preventiva, que provavelmente consistirá em agregar um reforço à peça de ancoragem do cinto. A empresa garante que, ao contrário do ocorrido com veículos Corsa, não foi registrado nenhum acidente em que os cintos do Palio tenham se soltado. A montadora de Betim (MG) enviou comunicado ao Ministério da Justiça informando sobre a ação e aguardava, ontem, um parecer do órgão para iniciar uma operação. O maior recall feito pela Fiat no País foi em abril de 1996, envolvendo 150 mil modelos Tipo importados da Itália. Alguns carros pegaram fogo e a empresa providenciou a substituição dos tubos de arProcon estuda relatório da GMA General Motors entregou ontem ao Procon de São Paulo documentos explicando os motivos do recall do Corsa e do Tigra produzidos entre 1994 e 1999. O órgão está analisando o relatório e ainda não tem um parecer. Além da demora em realizar o conserto, o Procon questiona a forma como o recall está sendo feito. Segundo o órgão, o comunicado da GM tem falhas como falta de telefone para informações, ano de início da fabricação e quantidade de carros envolvidos. Também questiona o prazo estipulado pela empresa, de 180 dias.

Agencia Estado,

19 de outubro de 2000 | 09h58

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