Fiat Chrysler cai mais de 30% em Milão após separar ações da Ferrari

No domingo a Fiat distribuiu sua fatia de 80% na Ferrari para os acionistas, dando fim a 30 anos de controle exclusivo sobre a marca

O Estado de S. Paulo

04 de janeiro de 2016 | 11h44

A Fiat Chrysler Automobiles abriu a primeira sessão de 2016 na Bolsa de Milão com forte queda, provocada pela separação das ações da fabricante de carros esportivos de luxo Ferrari. Às 9h40 (de Brasília), a Fiat Chrysler caía 34,87%, enquanto as da Ferrari subiam 0,23%.

No domingo a Fiat distribuiu sua fatia de 80% na Ferrari para os acionistas, dando fim a 30 anos de controle exclusivo sobre a marca de carros avaliados em cerca de 250 mil euros (US$ 273 mil). A separação entre as duas empresas, anunciada há mais de um ano, ocorre após a Fiat Chrysler vender uma fatia de 10% na Ferrari em outubro na Bolsa de Nova York.

A família italiana Agnelli, que fundou a Fiat mais de um século atrás, agora é o principal acionista da Ferrari, com uma participação de 24%. Piero Ferrari, filho do fundador da marca, controla 10%.

Por meio de um sistema de ações leais que dá direitos de voto extra para investidores de longo prazo, as famílias Agnelli e Ferrari possuem juntas pouco menos de 49% dos direitos de voto da Ferrari e têm um pacto que protege a empresa de potenciais ofertas hostis.

Na separação das ações, os acionistas da Fiat Chrysler receberam uma ação ordinária da Ferrari para cada dez da Fiat Chrysler que tinham.

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