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Fiat Chrysler é acusada de burlar testes de emissões

Grupo teria usado software que permitiu excesso de poluentes; Investigação ocorre após a Volkswagen ter admitido que adulterou testes

O Estado de S.Paulo

12 de janeiro de 2017 | 15h22

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês) acusou nesta quinta-feira, 12, o grupo Fiat Chrysler Automobiles (FCA) de utilizar um software que permitiu o excesso de emissões de poluentes em 104 mil caminhonetes e SUVs movidos a diesel e vendidos desde 2014.

O anúncio ocorre em um momento de forte investigação das emissões depois de a montadora alemã Volkswagen ter admitido que adulterou testes de 580 mil veículos nos EUA. Nesta semana, a VW fechou um acordo para pagar US$ 4,3 bilhões em multa cíveis e criminais pelo envolvimento na fraude.

De acordo com a investigação atual, há evidências de que um software de controle de emissões não declarado permitiu que os veículos gerassem um excesso de poluição, infringindo a legislação.

Em resposta, o grupo FCA disse estar decepcionada com as afirmações da EPA e que seus motores a diesel atendem aos requisitos exigidos pelos reguladores.

A investigação envolve 104 mil unidades da picape Jeep Gran Cherokee vendidas entre 2014 e 2016 e da Dodge RAM 1500, ambas com motores 3.0 a diesel.

As ações da companhia na Bolsa dos Estados Unidos e em Milão despencavam nesta tarde.

A empresa pode ter de pagar multa de US$ 44 mil por veículo se ficar provado de que as regras contra emissões foram violadas

(COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

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