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Fiat Chrysler fecha acordo para reduzir jornada e salário em até 20%

A redução terá validade por 90 dias e haverá garantia de estabilidade nos empregos até o fim do ano

Cleide Silva, O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2020 | 19h42

A FCA Fiat Chrysler fechou nesta sexta-feira acordo de redução de 5% a 20% de jornada e salários dos funcionários da área produtiva das duas fábricas de automóveis do grupo em Betim (MG) e Goiana (PE), e para a unidade de motores em Campo Laro (PR). O pessoal administrativo seguirá em trabalho remoto (home office). Ao todo o grupo emprega cerca de 26 mil funcionários no País.

A medida é prevista na MP 936, em que parte dos salários é bancada pelo governo federal com o dinheiro do salário desemprego. A redução terá validade por 90 dias e haverá garantia de estabilidade nos empregos até o fim do ano, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Pernambuco (Sindmetal-PE).

Em nota, a FCA informou que “as medidas são destinadas a assegurar a superação das restrições sociais e econômicas decorrentes da pandemia covid-19” e cita garantia de manutenção de empregos por 90 dias, sem informar a partir de quando.

A empresa informou ainda que pretende retomar a produção gradual ao longo de maio. As férias coletivas dos funcionários terminariam na quarta-feira.

A Volkswagen também pretende retomar atividades parciais a partir de maio, enquanto a Volkswagen Caminhões e Ônibus/MAN, que também já fechou acordo de cortes em jornada e salários, quer retomar atividades no dia 27. 

Compensação

General Motors e Toyota também já fecharam acordos similares, mas com retorno às atividades previsto para junho. Hoje (17), Nissan e PSA Peugeot Citroën, ambas com fábricas no Rio de Janeiro, informaram que vão estender as férias coletivas até 21 e 31 de maio, respectivamente. Antes o retorno estava programado para a próxima quarta-feira. 

Também nesta sexta-feira, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos acertou com o grupo Caoa Chery a adoção de home office com redução de jornada e salário dos 200 funcionários da área administrativa. 

A medida tem validade de três meses e o corte é de 25% a 27%. Quem ganha até R$ 4 mil vai receber o salário integral contando com a parte a ser paga pelo governo. Não haverá redução para o pessoal da produção que está em lay off desde 1º de abril, sem data prevista para retorno. 

A Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas no Estado de São Paulo (Fequimfar) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) assinaram Convenção Coletiva de Trabalho específica para este momento nos casos de aplicação da MP 936. 

“Os trabalhadores que, por ventura, tiverem o salário defasado neste período irão recuperar 100% da sua remuneração, além de terem seus postos de trabalho preservados”, disse Sergio Luiz Leite,  presidente da entidade que representa cerca de 150 mil trabalhadores. Segundo ele, as reduções de jornada e salários serão compensadas em até 18 meses.

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