Fiat prevê que vendas vão continuar em alta em 2008

O presidente da Fiat do Brasil, Cledorvino Belini, disse hoje que acredita na manutenção do ritmo de crescimento das vendas de automóveis e comerciais leves no mercado interno no Brasil em 2008. Este ano, segundo as estimativas da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a comercialização no mercado doméstico deverá crescer 27%, somando 2,45 milhões de unidades.Belini alertou, porém, que para que o Brasil consiga enfrentar a competição com a indústria chinesa, teria de ampliar a capacidade instalada de fabricação de automóveis para 5 milhões por ano. "Temos grandes chances de crescer nos próximos anos, mas para isso teríamos também que ter capacidade para enfrentar a competição dos produtos chineses", afirmou.Hoje o executivo assinou um protocolo de intenções com o governo mineiro que prevê investimentos da ordem de R$ 5 bilhões até 2010, envolvendo, além da Fiat Automóveis, outras cinco empresas do grupo, o que poderá implicar também na expansão das fábricas de autopeças que fazem parte do grupo de fornecedores da montadora italiana.O programa prevê ainda a ampliação da fábrica de caminhões e utilitários da Iveco, em Sete Lagoas, das atuais 30 mil para 50 mil unidades por ano; aumentos de capacidades das duas unidades da FPT Powertrain Technologies, especializada em motores e caixas de transmissão. Em Betim, a capacidade passaria de 530 mil para 730 mil motores e de 490 mil para 600 mil transmissões e câmbio. Em Sete Lagoas, a capacidade para produção de motores a diesel triplicaria, para 75 mil unidades.Já a CNH, responsável pela produção de máquinas e equipamentos para os setores agrícolas e de construção civil, expandirá a capacidade atual em 60%, para 8 mil máquinas. Também estão previstas a instalação de uma nova usina de peças fundidas em alumínio da Taksid e a ampliação das atividades de sistemas automotivos da Magnetti Marelli. Ambas em local ainda a ser definido.BetimO presidente da Fiat revelou que a fábrica de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, deverá receber a maior parte dos aportes, com a ampliação da capacidade dos atuais 700 mil para 800 mil automóveis por ano. Ele ressaltou que o último grande ciclo de investimentos realizado pela montadora ocorreu na década de 90, quando a indústria automobilística brasileira ampliou a capacidade para 3,5 milhões de unidades por ano, esperando uma expansão da demanda eu não ocorreu.Para ele, a ampliação da capacidade da fábrica em Betim é mais do que suficiente para suprir o mercado brasileiro nos próximos anos. As expansões da fábrica de automóveis deverão utilizar um terreno doado pela prefeitura de Betim e o governo mineiro deverá investir cerca R$ 10 milhões para a melhoria das vias de acesso no entorno da unidade, para escoar a produção.Segundo Belini, a nova capacidade de produção de automóveis, aliada ao volume produzido em Córdoba, na Argentina, seria suficiente para atender também a demanda do mercado externo, principalmente nos países do Mercosul. "Que venha o mercado, porque somos ágeis", disse ele.

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