Fiat volta ao azul no 2º trimestre com lucro de US$ 115,2 milhões

Enfraquecimento do euro em relação a moedas de mercados importantes, como o Brasil, mais do que compensou a queda das vendas da montadora na Europa

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

21 de julho de 2010 | 11h08

A Fiat voltou a registrar lucro líquido no segundo trimestre, como resultado da recuperação da demanda por veículos comerciais leves e do enfraquecimento do euro em relação a moedas de mercados importantes, como o Brasil, que mais do que compensou a queda das vendas de carros da montadora italiana na Europa. O resultado positivo levou a montadora a prever um aumento de suas metas para o ano. Às 11h15, as ações da Fiat subiam 5,42% na Bolsa de Milão, para € 9,59.

O lucro líquido da montadora totalizou € 90 milhões (US$ 115,2 milhões) no segundo trimestre, ante uma perda líquida de € 168 milhões no mesmo período do ano passado. A receita da montadora aumentou 12,5%, para € 14,8 bilhões (US$ 18,95 bilhões), graças às melhores condições de negociação em comparação com os níveis fracos observados no ano passado, especialmente em suas unidades Iveco e CNH.

O lucro operacional excluindo os itens extraordinários subiu 110% no segundo trimestre, para € 651 milhões, em comparação com os € 310 milhões em igual período de 2009. A Fiat atribuiu a alta acentuada ao crescimento do volume de vendas, à melhora do mix de vendas e aos benefícios provenientes das medidas adotadas pela companhia para controlar seus custos.

As metas da montadora para este ano incluem um lucro operacional excluindo os itens extraordinários de € 1,1 bilhão a € 1,2 bilhões, alcançando o equilíbrio entre o lucro líquido e a dívida industrial líquida acima de € 5 bilhões.

"É altamente provável, de acordo com nossa visão da performance do grupo até agora, que a Fiat elevará suas perspectivas para 2010 quando anunciar os seus resultados do terceiro trimestre.

A fabricante de carros, caminhões e tratores afirmou em um comunicado que recebeu uma "carta altamente confiante" de um grupo de instituições de crédito para a concessão de uma nova linha de empréstimo de até € 4 bilhões.

A empresa também afirmou que o seu conselho de diretores aprovou um plano para separar os negócios de tratores da CNH e os de caminhões da Iveco, que deverá ocorrer em 1º de janeiro de 2011. As informações são da Dow Jones.

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