Fibria eleva preço da celulose em US$30, exceto na Ásia

A Fibria, maior fabricante de celulose do mundo, vai aumentar o preço da commodity em 30 dólares por tonelada, exceto para a Ásia. Será o sexto reajuste consecutivo aplicado em 2010.

CAROLINA MARCONDES, REUTERS

21 de maio de 2010 | 15h42

A partir de 1o de junho, o preço da celulose na Europa chegará a 920 dólares por tonelada, enquanto na América do Norte o valor alcançará os 950 dólares. Na Ásia, permanece em 850 dólares por tonelada.

Com o novo aumento, os preços da celulose produzida pela Fibria já subiram 220 dólares por tonelada desde o início do ano para Europa e América do Norte. Na Ásia, o aumento acumulado em 2010 é de 190 dólares.

Nos três primeiros meses do ano, os aumentos foram de 30 dólares por tonelada, enquanto em abril e maio os reajustes foram de 50 dólares, em todos os mercados.

Às 12h55, as ações da Fibria subiam 3,40 por cento, a 29,16 reais. O Ibovespa avançava 2,61 por cento.

A notícia da manutenção de preços para a Ásia foi recebida com surpresa por analistas de acompanham o setor de papel e celulose, visto que o mercado da China está apresentando o maior crescimento de demanda pelo insumo.

"Exatamente onde a demanda está mais forte o preço não foi elevado. Já na Europa, onde existe todo o temor por conta do euro, tivemos mais um aumento", disse o analista Luiz Otávio Broad, da Ágora Corretora.

De acordo com a analista Mônica Araújo, da Ativa Corretora, é possível que os fabricantes de celulose tenham chegado à conclusão de que está ficando difícil aumentar preços no mercado asiático.

"A April (da Indonésia) está iniciando operações na China e isso pode estar garantindo o abastecimento do mercado e sugerindo cautela para as empresas", observou a analista.

A fábrica da April deve produzir 1,3 milhão de toneladas de celulose por ano.

Na manhã desta sexta-feira, a portuguesa Altri havia anunciado aumento de preços da celulose vendida à Europa, também para 920 dólares por tonelada. A Altri, entretanto, não informou se haverá reajuste para América do Norte e Ásia.

É comum no setor que outras produtoras acompanhem os reajustes anunciados por rivais. A brasileira Suzano Papel e Celulose ainda não confirmou se implementará o novo aumento de preços no início de junho.

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