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Fibria reverte prejuízo no 2o tri, vê mercado de celulose estável

A Fibria está vendo estabilidade nos fundamentos do mercado de celulose nos próximos meses, apesar do cenário de competição acirrada no setor, que impactou preços do insumo no segundo trimestre.

PRISCILA JORDÃO, REUTERS

23 de julho de 2014 | 09h43

A companhia divulgou nesta quarta-feira reversão da linha final do balanço do segundo trimestre, de prejuízo sofrido um ano antes para lucro, apoiada em efeitos financeiros positivos relacionados à variação cambial sobre a dívida, recompra de títulos e créditos tributários.

A Fibria, maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, teve queda anual na geração de caixa do segundo trimestre, prejudicada pelo preço mais baixo do insumo e afirmou que espera que a concorrência continue intensa nos próximos meses diante do aumento de capacidade do setor.

Porém, a empresa acrescentou que a "continuidade do bom comportamento das vendas para China e a retomada da demanda no mercado europeu esperada a partir de agosto", devem coincidir com a concentração de paradas de manutenção programadas no terceiro trimestre, contribuindo para a estabilidade dos fundamentos do mercado.

A Fibria apurou geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de 594 milhões de reais no segundo trimestre, queda anual de 8 por cento impactada em parte pelo recuo de cerca de 2 por cento no preço da celulose.

O resultado veio praticamente em linha com a expectativa média de analistas de Ebitda de 588,4 milhões de reais, segundo pesquisa Reuters.

Por sua vez, o resultado líquido da produtora de celulose ficou positivo em 631 milhões de reais no segundo trimestre, revertendo prejuízo de 593 milhões de reais no mesmo intervalo em 2013. A previsão de analistas apontava lucro de 547,2 milhões de reais, em média.

O resultado foi impulsionado por impacto líquido positivo de 568 milhões de reais relacionado ao programa da comissão da Receita Federal para concessão de Benefícios Fiscais e Programas Especiais de Exportação (Befiex), que será utilizado para compensar pagamentos de tributos federais.

A Fibria produziu no segundo trimestre 1,271 milhão de toneladas de celulose, volume 1 por cento menor em relação ao segundo trimestre de 2013 e estável sobre o início deste ano. Já as vendas subiram 5 por cento na comparação anual e 12 por cento na trimestral, a 1,334 milhão de toneladas.

O grupo encerrou junho com dívida líquida de 6,68 bilhões de reais, queda anual de 19 por cento. O caixa subiu 6 por cento, a 1,78 bilhão de reais. A alavancagem no período relacionada a verificação de métricas de endividamento passou de 3 vezes a dívida líquida sobre Ebitda para 2,4 vezes.

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